Eu piscando para o celular e pronto, o Rio ganhou mais um protagonista internacional. Sim, meus amores, Ricky Martin voltou. Voltou daquele jeito que deixa Ipanema nervosa, Copacabana assanhada e o WhatsApp das fofoqueiras em combustão espontânea.
Desembarcou discreto, entre aspas, porque discrição e Ricky Martin jamais dividiram o mesmo quarto. O cantor apareceu nas redes já no clima de folia, exibindo sol, mar, bicicleta e aquele ar de quem sabe exatamente o efeito que causa. Eu chamo de modo terremoto latino ativado.
A hospedagem? Claro que não foi em qualquer canto. Ricky está instalado na suíte mais luxuosa do Copacabana Palace, porque estrela global não dorme, reina. A bicicleta que virou assunto também não é aleatória. Pertence ao próprio hotel e foi usada num passeio que passou por Copacabana e seguiu até Ipanema, como quem desfila sem carro alegórico.

Enquanto isso, eu observo. Ele pedalando, o Rio suspirando, os fãs surtando e a internet criando teorias em tempo real. Ricky resumiu tudo com uma legenda curtinha, dessas que parecem simples e deixam todo mundo analisando vírgula por vírgula. Estratégia antiga de quem conhece o jogo.
A visita acontece poucos dias depois de ele dividir o palco do Super Bowl com Bad Bunny. Agenda cheia, fama global, mas o Carnaval brasileiro entrou como prioridade emocional. Ele mesmo já contou em entrevistas que essa festa mexe com algo profundo na vida pessoal e artística dele. Eu traduzo. O tambor chama, o corpo obedece.
E não me venham dizer que isso é novidade. Em 1997, Ricky já tinha sambado pela Portela, em um desfile que homenageou Olinda. Quem lembra, lembra. Quem não lembra, finja costume.
Solteiro, animado e absolutamente consciente do caos que provoca, Ricky Martin transforma uma simples passagem pelo Rio num capítulo inteiro de novela internacional. Eu, Kátia Flávia, já separei pipoca, óculos escuros e tempo livre. Esse Carnaval promete cenas extras e eu não perco nenhuma.