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Kátia Flávia
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Reynaldo Gianecchini renova com Orit, que abrirá 7 lojas em 2026

Marca de luxo secondhand mantém o ator como embaixador e acelera a expansão física e digital no país. Empresa fechou 2025 com alta de 17% no varejo e quer ampliar a presença em shopping centers, quiosques e novos mercados.

Kátia Flávia

24/03/2026 12h00

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a Orit anuncia a continuidade da parceria com Reynaldo Gianecchini, iniciada em 2025. (Foto: Divulgação)

Eu estava aqui olhando essa nova elite do consumo, que quer continuar chique, mas agora precisa parecer inteligente, sustentável e muito bem informada, quando Reynaldo Gianecchini surgiu de novo no centro do tabuleiro. A Orit Secondhand renovou a parceria com o ator e anunciou a abertura de sete novos pontos de contato em 2026, numa movimentação que mostra como o mercado de luxo usado resolveu deixar de ser nicho discreto para virar negócio de vitrine, estratégia e ambição grande.

O fato é bem direto. A empresa, especializada na compra e venda de joias e relógios de luxo secondhand, encerrou 2025 com crescimento de 17% no faturamento do varejo e agora aposta em expansão física e digital. O plano inclui novo escritório no Itaim, abertura de lojas em shopping centers, quiosques estratégicos, unidades voltadas exclusivamente para compra de peças e avanço para mercados fora do estado de São Paulo. Gianecchini continua como embaixador dessa nova fase, iniciada em 2025 e agora renovada com mais fôlego.

Os números mostram que a marca está longe de brincar de tendência vazia. Novembro cresceu 43% em relação ao mesmo período de 2024 e respondeu por mais da metade do volume financeiro do trimestre, enquanto a Black Friday teve alta de 50% no fim de semana promocional. Joias representaram 70% do faturamento do quarto trimestre, com anéis e brincos puxando a fila, e marcas como TAG Heuer, Omega, Breguet e Montblanc concentraram boa parte das vendas em relógios. Até Rolex, Patek Philippe, Panerai e Cartier, que ficam fora da farra promocional, seguiram fortíssimos. O rico continua rico, só está aprendendo a comprar com discurso.

E aqui entra a parte que eu acho mais saborosa. O mercado secondhand de luxo parou de pedir licença e começou a se vender como inteligência de consumo. A própria CEO Claudia Krieger resume isso ao dizer que o consumidor de alto padrão mudou, quer transparência, propósito, autenticidade e valor real. Eu traduziria assim, meu amor, a pessoa quer continuar usando peça cara, mas agora adora poder dizer que fez uma escolha responsável, circular e ainda financeiramente esperta. É o luxo com consciência bem penteada.

Gianecchini, claro, ajuda a dar esse acabamento todo. Ele não está ali só para sorrir bonito em campanha e segurar relógio com mão de comercial de perfume. A marca o coloca como alguém capaz de traduzir o valor emocional e cultural do luxo circular para públicos diferentes, e isso faz sentido, porque ele passa uma elegância limpa, confiável, dessas que não precisam berrar para convencer. Em vez de extravagância, entra credibilidade. Em vez de excessão espalhafatosa, entra sofisticação serena. Para esse tipo de negócio, funciona como relógio suíço.

No fim, a Orit está vendendo mais do que joia e relógio usados. Está vendendo uma ideia de status atualizada, em que comprar bem vale quase tanto quanto aparecer bem. E Gianecchini entra como rosto perfeito dessa transição. O luxo continua caro, continua desejado e continua vaidoso. Só trocou o texto da legenda.

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