Gente, eu estava quieta, vivendo a minha vida, quando Regina Duarte resolveu abrir aquela gaveta que o brasileiro adora revisitar: política. E eu já larguei tudo porque, quando o passado volta depois de seis anos, minha filha, a gente presta atenção.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Regina contou que ainda enfrenta críticas por ter aceitado comandar a Secretaria Especial da Cultura no governo de Jair Bolsonaro, em 2020. Foram 74 dias no cargo. Segundo ela, tem gente que não a perdoa até hoje por ter entrado e gente que também não perdoa por ela ter saído. Ou seja: foi e reclamaram, voltou e reclamaram. Brasil sendo Brasil.

Agora, repetir a experiência na Cultura? A atriz foi taxativa: não quer. Disse que, se tivesse essa vontade, teria permanecido no cargo e lutado para fazer mais pela classe artística e pelo país.
Só que aí veio o detalhe que fez minha sobrancelha subir. Quando o assunto é política de maneira geral, Regina não trancou a porta. Disse que está “aberta” para o que aparecer e que o futuro segue indefinido. Então anotem: Secretaria da Cultura, não. Política, quem sabe.

E Regina ainda entrou em outro terreno daqueles que fazem a internet acender igual árvore de Natal. Disse que não gosta de rótulos, afirmou que não se considera feminista e declarou que há momentos em que se considera “machista para caramba”. Pronto. Se o grupo da família estava silencioso, agora já tem assunto para o fim de semana.