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Kátia Flávia
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Rede Deville contrata executivo e mira expansão milionária no país

Com Jayme Canet assumindo a área de Desenvolvimento e Novos Negócios, o grupo paranaense acelera uma agenda de aquisições e novos empreendimentos nas principais capitais do Brasil, respaldado por um plano de investimento que chega a R$ 400 milhões nos próximos cinco anos. E olha, quando uma rede com 50 anos de história começa a contratar caçador de terrenos próprio, o mercado pode ir abrindo espaço no mapa

Kátia Flávia

29/04/2026 15h00

moldebjbr (34)

Rede Deville contrata executivo e mira expansão milionária no país

Amores , a ligação veio do setor hoteleiro enquanto a coluna ainda processava o jantar de segunda-feira no Cosme Velho. Quem ligou conhece bem o mercado de hospitalidade de alto padrão e foi direto ao ponto: a Rede Deville, o grupo paranaense que construiu silenciosamente uma das operações hoteleiras mais sólidas do país, acaba de formalizar a chegada de Jayme Canet à liderança da área de Desenvolvimento e Novos Negócios. O movimento é mais estratégico do que parece numa primeira leitura.

Jayme Canet não é um executivo recém-chegado à Deville. Membro do conselho de acionistas da rede, ele carrega mais de 20 anos de trajetória transitando entre agronegócio, incorporação imobiliária e hospitalidade, tendo participado diretamente da expansão que colocou a rede no Itaim Bibi com o The Westin São Paulo, inaugurado em junho de 2025 com investimento de R$ 240 milhões. Agora ele assume formalmente o comando do braço de novos negócios, com missão de mapear aquisições de hotéis em operação e terrenos para novos empreendimentos. O foco declarado são as principais capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes, que é onde a demanda corporativa sustenta taxa de ocupação e garante retorno.

O contexto por trás desse movimento é uma agenda de expansão que não para. Para 2026, a Deville já tem programado o relançamento do hotel de Maringá sob a bandeira Prime, a grande reforma e rebranding da unidade de Curitiba, que é o hotel original da rede, e investimentos adicionais em Guarulhos, Porto Alegre e Salvador. O The Westin São Paulo, somado ao Marriott Airport em Guarulhos, já projeta um crescimento de 15% a 16% na receita total do grupo este ano. Com R$ 300 a R$ 400 milhões planejados para os próximos cinco anos, a Deville está na fase em que uma rede regional vira nacional de verdade.

O que torna o posicionamento da Deville interessante para quem acompanha o setor é o modelo de negócio. A rede é proprietária e operadora das suas unidades, o que dá controle total sobre a experiência e margens mais previsíveis do que o modelo de franquia pura. Já são 10 destinos, 1.700 acomodações e mais de 1.300 colaboradores, com portfólio que inclui as marcas próprias Deville Prime e Deville Express além das bandeiras internacionais da Marriott. Uma rede com esse nível de estruturação contratando um executivo para caçar novos endereços tem plano de médio prazo, não improviso de momento.

Grupo com 50 anos que chegou em São Paulo em 2025 com o Westin no Itaim Bibi, assinou com a chef Bel Coelho no restaurante e já planeja a próxima jogada antes de terminar de montar a primeira: ou o paranaense aprende na infância que expansão sem planejamento é prejuízo, ou a Deville tem um CEO que faz dever de casa antes de abrir a carteira.​​​​​​​​​​​​​​​​

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