A nova cartilha da Rede de Jornalistas Pretos não chegou, não. Ela invadiu a cena como aquele salto agulha que marca território. É proteção digital, acolhimento e munição estratégica para comunicadoras negras que enfrentam ataques diários enquanto tentam apenas fazer o que sabem melhor: informar.
O material, feito para toda a América Latina, reúne táticas afiadas, boas práticas e ferramentas de sobrevivência para manter a integridade digital intacta num cenário onde a violência virou rotina. É o tipo de guia que não pede licença, exige respeito.

O lançamento juntou pesquisadoras, ativistas, jornalistas e lideranças que sabem exatamente o preço de ocupar espaço num país que vive testando seus limites. Todas alinhadas num coro: chega de silêncio, chega de ataque barato, chega de medo.
No fim, a cartilha entrega o mais poderoso dos recados: se querem calar essas vozes, vão ter que tentar bem mais, porque agora elas estão armadas com informação, rede, estratégia e um verdão de autoridade que ninguém derruba.