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Kátia Flávia
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Ratinho Junior vira crush da Faria Lima em jantar fechado e a elite do PIB já trata o governador como protagonista

Bastou um jantar em São Paulo para o PIB trocar de figurante e escolher seu novo galã político.

Kátia Flávia

30/01/2026 16h30

Bastou um jantar em São Paulo para o PIB trocar de figurante e escolher seu novo galã político.

Brasil, senta que lá vem capítulo importante dessa novela chamada sucessão presidencial, porque eu, Kátia Flávia, já estou com o roteiro todo rabiscado de batom vermelho. Na noite de quarta-feira, Ratinho Junior entrou em cena em São Paulo como quem chega atrasado numa festa chique e, em dez minutos, vira o centro da roda, o assunto do banheiro feminino e o nome cochichado no ouvido de quem manda dinheiro no país.

O jantar foi daqueles que não saem no Instagram, meu amor. Cerca de vinte empresários, muitos bilionários, gente do agro, do varejo, da indústria, do mercado financeiro, tudo sentado à mesa como se estivesse escolhendo o protagonista da próxima novela das nove. E escolheram. A saída de Tarcísio de Freitas do páreo abriu um vácuo de poder que foi preenchido ali mesmo, com vinho caro, guardanapo de linho e discurso afinado.

Eu observei o clima e vou te contar, parecia final de reality show político. Ratinho falava, os talheres paravam. Ratinho explicava seus planos, as cabeças do PIB acenavam como jurados satisfeitos. Teve empresário praticamente se oferecendo para empurrar o nome do governador paranaense no cenário nacional como quem lança cantor sertanejo em rádio grande.

E teve mais. Em determinado momento, um figurão da Faria Lima deixou escapar que toparia até virar ministro de governo, caso isso ajudasse a turbinar a candidatura. Eu quase pedi replay mental dessa fala, porque isso não é apoio, isso é declaração pública de interesse, com direito a aliança imaginária e tudo.

O medo que rondava a mesa era outro personagem dessa trama. Flávio Bolsonaro apareceu no discurso como o vilão que ninguém quer ver de volta no comando da República. Mesmo longe do petismo e cheios de críticas ao projeto de Lula, os empresários deixaram claro o pavor de reviver o caos bolsonarista. A elite econômica estava em modo escolha racional, com calculadora emocional ligada e zero paciência para aventuras.

O resumo do capítulo é simples, meu bem. Ratinho Junior saiu do jantar tratado como aposta viável, elegante, organizada e palatável para quem manda no dinheiro e influencia o jogo. Se jogar o nome dele no Google hoje, o algoritmo já percebe uma mudança de humor.

Eu, como boa noveleira política, digo que esse jantar foi o momento em que o figurante virou protagonista. A trilha sonora subiu, a câmera fechou no rosto e a elite do PIB já começou a imaginar os próximos capítulos. E quando empresário começa a imaginar, meu amor, a novela anda.

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