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Kátia Flávia
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Ratinho diz que Erika Hilton é malcriada e que Justiça não vai cair nas histerias dela

Em novo depoimento sobre a briga com Erika Hilton, Ratinho afirmou que a deputada tem uma forma “malcriada” de falar e declarou que a Justiça não deve acreditar nas “histerias” dela. A fala, que tenta se vender como opinião, chega carregada de desdém e reacende uma treta que já saiu do campo da simples divergência faz tempo.

Kátia Flávia

20/03/2026 17h23

jdb (1)

Erika Hilton e Ratinho seguem rendendo assuntos para as redes sociais

Eu já estava no hotel em Milão, de cara limpa, pronta para dormir, quando meu telefone começou a tocar como se alguém tivesse descoberto amante em camarote corporativo. Eram as amigas, em surto fino, me avisando que Ratinho resolveu falar de novo sobre Erika Hilton, agora com aquele tom de homem que acha que está sendo muito lúcido, muito centrado, muito razoável, quando na verdade está só distribuindo grosseria com verniz de convicção.

O que ele disse foi claro. Chamou a forma de Erika Hilton falar de “malcriada” e cravou que a Justiça não vai acreditar nas “histerias” dela. Também tentou se escorar naquele discurso velho de que apenas deu uma opinião, de que respeita todo mundo e de que o problema está no exagero da reação. Essa fórmula já vem pronta de fábrica, a pessoa bate, depois põe uma toalhinha em cima e chama de liberdade de pensamento.

Só que existe uma linha muito nítida entre opinião e desqualificação, e Ratinho resolveu sapatear em cima dela de sapato pesado. Quando ele fala em “histerias”, ele não está só discordando de Erika Hilton. Ele está diminuindo a legitimidade da reação dela, ridicularizando a queixa e enquadrando a deputada como alguém descontrolada, excessiva, incômoda. E chamar uma mulher, ou uma deputada trans, de histérica em praça pública não é exatamente uma tese de doutorado em civilidade.

No bastidor, o vídeo cai como uma luva para a máquina de guerra cultural que adora esse tipo de material. Os defensores vão chamar de sinceridade, os críticos vão chamar de preconceito, e todo mundo corre para o feed como quem corre para a vitrine da liquidação. Ratinho joga para a plateia que ama esse ar de tio irritado que acha que ainda está dizendo verdades proibidas no almoço de domingo. Erika Hilton, que já mobiliza amores e ódios instantâneos, vira o centro do furacão outra vez.

Da minha cama de hotel, quase apagando a luz, eu só consigo pensar numa coisa. Tem gente que usa a palavra “opinião” como quem borrifa perfume em cima de fala agressiva para ver se o cheiro melhora. Não melhora. Fica só a arrogância mesmo, bem acordada, fazendo hora extra enquanto eu queria estar dormindo.

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