Menu
Kátia Flávia
Kátia Flávia

Raphael Costa compra produtora e leva Grupo 220 ao audiovisual

Do sul da Itália, onde eu sigo enrolando a mala porque voltar ao Brasil nesta semana está longe de ser meu maior sonho, recebi a boa notícia sobre Raphael Costa. O empresário comprou participação em uma produtora, montou operação própria em Alphaville e colocou o Grupo 220 de vez na disputa por atenção no mercado de vídeo

Kátia Flávia

14/04/2026 11h00

Raphael Costa compra produtora e leva Grupo 220 ao audiovisual

Raphael Costa compra produtora e leva Grupo 220 ao audiovisual

Eu estava no sul da Itália, entre aquela paisagem que faz a pessoa reconsiderar até boleto vencido, quando chegou a notícia de Raphael Costa, e eu gostei porque ela vem com cheiro de movimento pensado, não de agitação vazia. O presidente do Grupo 220 anunciou a entrada da empresa no mercado audiovisual com a aquisição de participação em uma produtora de áudio e vídeo e a criação de uma estrutura interna para conteúdo. Em resumo elegante e direto, ele decidiu que não basta mais falar de posicionamento, tem que produzir presença com a própria mão.

O fato é simples e forte. A nova frente será tocada a partir de Alphaville, em São Paulo, com Gustavo Fernandes entrando no quadro societário e assumindo a liderança do braço audiovisual. A operação nasce dentro de um plano de expansão para 2026, num cenário em que empresas disputam atenção com mais fome do que nunca. Raphael deixou claro que a aposta conversa com a mudança no comportamento do público e com um calendário mais competitivo, puxado por eleições, competições esportivas e datas comerciais que prometem concentrar a audiência de um jeito brutal.

No bastidor digital, esse tipo de anúncio sempre me diverte porque ele vem vestido de comunicado corporativo, mas lateja ambição em todas as entrelinhas. O texto fala em percepção, conexão, impacto, autoridade, fluxo operacional, uma festa de palavras que o algoritmo adora e que o mercado lê como recado de força. Ninguém investe em produtora, operação própria e novo sócio para parecer discreto no feed. Isso é movimento de quem quer controlar imagem, ritmo, narrativa e resposta, sem ficar esperando fornecedor, agenda ou boa vontade alheia.

Raphael Costa entendeu cedo uma coisa que muita empresa ainda trata como frescura de internet. Conteúdo virou estrutura de poder. Quem domina vídeo, mensagem e constância ganha espaço antes mesmo da reunião começar. Ao puxar Gustavo Fernandes para a sociedade e montar essa engrenagem dentro de casa, o Grupo 220 sinaliza que quer trocar o papel de comentarista pelo de protagonista. E no mundo corporativo, meu amor, isso vale ouro, porque tem muita marca querendo parecer relevante e pouca topando construir a máquina para sustentar o personagem.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado