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Kátia Flávia
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Rafa Justus fecha a temporada grega com Chanel no ombro e poá na mala

A adolescente publicou o registro de um dos últimos dias de viagem pela Grécia combinando preto e branco, saia de bolinhas e uma bolsa matelassê que custa mais que muito carro na garagem. E o mais impressionante é a naturalidade com que ela carrega a peça.

Kátia Flávia

28/07/2026 9h09

Rafa Justus usou minissaia branca de poá e blusa preta com detalhes de renda na Grécia

Rafa Justus usou minissaia branca de poá e blusa preta com detalhes de renda na Grécia

Eu estava na cadeira da manicure, com as duas mãos reféns e o celular equilibrado no colo daquele jeito acrobático que toda mulher conhece, quando a foto apareceu. Pedi para a moça segurar o esmalte por um minuto porque eu precisava dar zoom. Sim, eu dei zoom na bolsa. Vocês fariam o mesmo.

O que aconteceu foi simples e eficiente. Rafa Justus, filha de Ticiane Pinheiro e Roberto Justus, registrou um dos últimos dias da viagem pela Grécia num conjunto preto e branco. A peça que organiza tudo é a tiracolo da Chanel em couro preto matelassê, com o fecho de duplo C dourado e a corrente entrelaçada, aquele modelo que dispensa apresentação em qualquer aeroporto do mundo. O restante da produção acompanha sem competir: regata preta de caimento fluido com detalhe de renda, saia curta branca de poá, anéis e pulseiras douradas, cabelo liso solto e maquiagem em tom quente. Nada berrando, nada sobrando.

E aqui mora a escolha que eu quero elogiar, porque é escolha de estilo e não de sorte. O poá é um padrão que envelhece qualquer produção quando mal usado, vira fantasia de francesa em cartão postal antigo num piscar de olhos. Combinado com a bolsa clássica, ele muda de função e vira o contraponto leve de uma peça pesada de herança fashion. Quem monta look sabe que essa conta é difícil de fechar. Grande parte das viagens de verão que a gente vê na internet resulta em foto de gente vestida igual ao catálogo do free shop, e essa não foi.

A leitura de bastidor é que essa menina cresceu dentro de uma máquina. A mãe apresenta televisão há décadas e entende de câmera como poucas, o pai construiu carreira em comunicação e publicidade, e a casa inteira funciona há anos com noção exata de como uma imagem circula. Seria estranho se a filha não tivesse absorvido nada disso. O que ela faz nas redes é resultado de repertório familiar acumulado, o que explica a segurança de escolher uma bolsa de outra geração sem parecer criança brincando no closet da mãe.

Dito isso, faço questão de encerrar lembrando de uma coisa que a internet esquece com uma facilidade impressionante: essa é uma adolescente de férias com a família, não uma modelo cumprindo contrato. Comentem a saia, comentem o poá, comentem a bolsa à vontade, que roupa foi feita para ser assunto. O resto fica de fora. E agora me deem licença que a minha unha ainda está pela metade e a manicure já está me olhando torto.

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