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Kátia Flávia
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Quem é Luisa Périssé, filha de Heloísa que cobrou prisão por homofobia

Atriz reagiu no podcast Like ou Flop ao comentário “que fase” sobre o namoro da mãe com Letícia Prisco, relação que nasceu nos bastidores da TV. No Leblon, preconceito entrou sem convite e saiu de camburão

Kátia Flávia

07/05/2026 8h45

moldebjbr

Quem é Luisa Périssé, filha de Heloísa que cobrou prisão por homofobia | Reprodução

Eu estava indo malhar no Leblon, toda trabalhada no colágeno, com um óculos maior que a minha paciência, quando o grupo das informadas começou a apitar como sirene de prédio rico em dia de obra. O assunto era Luisa Périssé, filha de Heloísa Périssé, a “Lolo”que resolveu fazer aquilo que muita gente só promete no almoço de família, defender a mãe com nome, sobrenome e carão. A menina não passou pano, passou foi trator.

No podcast Like ou Flop, de Victor Meyniel, Luisa reagiu a um comentário daqueles bem covardes, escrito com a coragem de quem se esconde atrás de tela rachada. A frase era “que fase”, em referência ao namoro de Heloísa com a diretora Letícia Prisco. Luisa não deixou barato e classificou a atitude como homofobia, dizendo que a pessoa “devia ser presa”.

Para quem chegou agora no camarote, Luisa é filha mais velha de Heloísa Périssé com Lug de Paula, atriz, humorista e herdeira de uma árvore genealógica em que o deboche já nasce de roupão. Ela já tinha reagido bem ao namoro da mãe antes, chamando Heloísa de “divônica”, aquele tipo de comentário curto que vale por uma certidão de apoio familiar. Agora, diante do veneno alheio, ela trocou o confete pela marreta.

O romance de Heloísa com Letícia Prisco virou assunto desde que as duas assumiram a relação, depois de uma aproximação ligada aos bastidores de Tem que Suar, do Multishow. Letícia é diretora de TV, com passagem por produções de humor e audiovisual, ou seja, não apareceu do nada como figurante de fofoca. A história tem afeto, bastidor profissional e, claro, aquela patrulha de rede social que acha que a vida dos outros é condomínio sem porteiro.

E aqui entra a parte que muita gente finge não saber enquanto digita atrocidade com dedo oleoso de pão de queijo: homofobia é crime no Brasil. Desde decisão do STF, ataques por orientação sexual ou identidade de gênero podem ser enquadrados na Lei do Racismo. Então Luisa não estava apenas sendo filha brava, estava lembrando que preconceito não é opinião, é ocorrência esperando protocolo.

No fim, a fofoca do dia não é só sobre Heloísa namorando uma mulher, porque isso deveria render no máximo um brinde, uma foto bonita e uma tia fazendo pergunta inconveniente no Natal. O babado verdadeiro é ver uma filha dizendo em público que felicidade da mãe não é pauta para deboche. E, meu amor, se a pessoa acha “que fase” ver uma mulher amada, livre e bem acompanhada, a fase ruim talvez seja a dela.

Confira o vídeo:

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