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Kátia Flávia
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PUC Paraná recebe o corpo do reitor Rogério Mateucci e abre velório na quarta

Irmão Rogério morreu em 16 de outubro, atingido por uma peça de telhado durante uma ventania no Arizona. A missa de exéquias será nesta quinta (5/11), às 9h30, com transmissão ao vivo e sepultamento restrito à família.

Kátia Flávia

01/11/2026 11h09

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A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e os Irmãos Maristas prestam homenagem ao Irmão Rogério Renato Mateucci, reitor da Instituição, que faleceu em 16 de outubro de 2026, aos 55 anos, em acidente durante viagem aos Estados Unidos.

Domingo de manhã, eu em casa no Cosme Velho, trabalhando com o café esfriando ao lado do notebook, quando o telefone tocou e era a PUCPR. Parei tudo. A Pontifícia Universidade Católica do Paraná e os Irmãos Maristas definiram a despedida do reitor Irmão Rogério Renato Mateucci: o velório será nesta quarta (4/11), na Capela Universitária Jesus Mestre, em Curitiba, logo após a chegada do corpo, prevista para o início da tarde, e segue até as 22h.

Na quinta (5/11), às 9h30, a Missa de Exéquias será celebrada na quadra coberta da universidade, aberta à comunidade e com transmissão ao vivo pelo canal da PUCPR no YouTube. O sepultamento será reservado a familiares e convidados. No dia 16/11, uma segunda feira, às 17h30, a capela recebe a missa de 30 dias. A universidade também colocou no ar uma página memorial, em memorial-ir-rogerio.pucpr.br, para quem quiser deixar mensagens e lembranças.

Irmão Rogério morreu aos 55 anos, no fim da tarde de 16 de outubro, em Scottsdale, no Arizona. Ele estava em viagem de trabalho, que incluía atividades ligadas à Universidade Estadual do Arizona, e participava de uma visita guiada a Taliesin West, a casa ateliê de Frank Lloyd Wright reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco, quando uma peça de acrílico se soltou do telhado com a ventania e o atingiu na cabeça. A própria PUCPR desmentiu a primeira versão, que falava em acidente de trânsito, e informou que a morte foi imediata. A polícia local tratou o caso como acidente ligado ao clima, e o espaço foi fechado ao público por tempo indeterminado.

São quase três semanas entre a morte e a volta do corpo ao Brasil, o tempo da burocracia de um translado internacional. Quem ficou nos Estados Unidos cuidando dos trâmites foi Vidal Martins, hoje reitor em exercício, que definiu o colega como um líder profundamente comprometido com a missão marista.

A trajetória explica o tamanho da comoção. Nascido em Americana, no interior paulista, em 1971, ele entrou para o Instituto Marista em 1992 e fez os votos perpétuos em 1997. Pedagogo pelo Centro Universitário Filadélfia, especialista pela Universidade Estadual de Londrina, mestre e doutor em liderança educacional pela Fordham University, em Nova York, dirigiu o Colégio Marista de Londrina, comandou a Diretoria de Identidade Institucional e, a partir de 2016, a área de Missão, Identidade e Extensão da PUCPR, até assumir a reitoria em 2022.

Para entender o peso do cargo, vale olhar como a cadeira é ocupada. A PUCPR é mantida pelos Irmãos Maristas, e o reitor é indicado pelo Conselho de Administração do Grupo Marista e depois confirmado pelo Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé, no Vaticano. Irmão Rogério tinha passado por esse rito pela segunda vez em dezembro de 2025, reconduzido para o mandato de 2026 a 2029. Ele mal tinha começado o segundo capítulo da gestão.

A reação mostrou o alcance dele fora do campus. O prefeito Eduardo Pimentel decretou luto de três dias em Curitiba, a missa de 19 de outubro lotou a capela, a universidade suspendeu aulas e atividades administrativas, e governo do Paraná, CNBB e ABMES publicaram notas de pesar. Eu reparo numa coisa: em momento de dor, a PUCPR comunicou com clareza, desmentiu versão errada, deu data, hora e local de tudo e abriu transmissão para quem não pode estar em Curitiba. Luto institucional bem conduzido também é gestão.

No radar, a minha leitura: passada a despedida, a pergunta da sucessão volta à mesa. Pelo rito que levou Irmão Rogério ao cargo, um nome efetivo depende do Conselho do Grupo Marista e da confirmação do Vaticano, e a universidade não anunciou prazo. Até lá, Vidal Martins segue no comando, e a expectativa natural é de continuidade na linha de identidade institucional e diálogo com a cidade que marcou os últimos quatro anos.

Quem quiser se despedir à distância tem a transmissão de quinta, às 9h30, e o memorial aberto. Esta semana, Curitiba se despede de um reitor que levava a missão com leveza, e o resto pode esperar.

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