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Kátia Flávia
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Privacy atropela o OnlyFans nas buscas brasileiras

Os números não cochicham, eles gritam. A Privacy virou febre no Brasil e deixou o OnlyFans olhando pelo retrovisor.

Kátia Flávia

15/01/2026 15h00

nova marca

Privacy agora lidera buscas brasileiras entre plataformas de monetização de conteúdo.

Quem acompanha a creator economy já percebeu o burburinho, agora ele vem com carimbo de pesquisa. A Privacy disparou nas buscas brasileiras e assumiu a liderança absoluta entre as plataformas de monetização de conteúdo. Segundo levantamento da Timelens, o crescimento foi de 237 por cento nos últimos quatro anos. É salto de quem entendeu o jogo local e jogou sem frescura.

Do outro lado da mesa, o OnlyFans, criado em Londres e tratado como gigante global, cresceu apenas 19 por cento nas buscas no mesmo período. A diferença fala sozinha e deixa claro onde está a atenção do público brasileiro.

O motivo aparece rápido. A Privacy fala a língua do Brasil, aceita pagamento em real, opera com Pix e remove barreiras que cansam criadores e fãs. A plataforma virou terreno fértil para quem quer transformar audiência em renda sem tropeçar em burocracia estrangeira.

André Matias, CEO da Timelens, aponta que a conexão direta com o público local explica o avanço acelerado. A resposta brasileira veio em volume, engajamento e permanência. Resultado, a Privacy se consolida como a maior plataforma de monetização de conteúdo da América Latina.

O pano de fundo reforça o apetite. O mercado de conteúdo adulto cresceu 158 por cento no Brasil nos últimos quatro anos. Em 2025, o país alcançou a nona posição mundial em consumo de conteúdo mais dezoito e movimentou mais de um bilhão de reais, segundo dados do OnlyGuides.

A virada também passa pelo ambiente legal. A Lei 15.325, sancionada no início de 2026, regulamentou a profissão de criador de conteúdo no Brasil, trouxe segurança jurídica e colocou ordem em um setor que já girava alto. Criar conteúdo deixou de ser passatempo e passou a sustentar carreiras inteiras dentro da indústria do entretenimento.

Fabricio Nunez, CMO da Privacy, resume o momento ao dizer que ser influenciador deixou de ser plano alternativo e virou palco principal na vida profissional de milhares de brasileiros. A plataforma leu o cenário com antecedência e colheu o efeito.

No termômetro mais cruel da internet, a busca, a Privacy não só passou o OnlyFans como abriu vantagem. Quem cria já entendeu. Quem consome também. O resto é número subindo e concorrente tentando explicar depois.

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