Eu, Kátia Flávia, juro que senti o chão de Buckingham tremer enquanto o sobrenome Príncipe Andrew voltou ao centro do furacão. Segundo a imprensa local e informações da BBC, o ex-príncipe foi detido para esclarecimentos no avanço das investigações ligadas aos arquivos de Jeffrey Epstein. Tudo tratado como apuração em curso, com cautela jurídica e aquele silêncio elegante que a coroa adora quando a coisa aperta.
A operação ocorreu no mesmo dia do aniversário de Andrew, detalhe que parece escrito por roteirista cruel. Mandados de busca foram cumpridos em endereços associados a ele, em Berkshire e Norfolk. As autoridades falaram em suspeitas de má conduta no exercício de função pública à época em que Andrew atuava como representante especial do Reino Unido para o comércio internacional. Ninguém falou em privilégios, nem em tratamento diferenciado. O tom foi seco, britânico e sem reverência.

Nos bastidores, a realeza ficou em modo contenção. O irmão, Rei Charles III, não comentou. E não comentar, meus amores, também é uma mensagem. Fontes indicaram que Andrew deve passar horas em interrogatório, possivelmente dias, em instalações comuns. A monarquia, que já viveu temporadas de desgaste, vê o fantasma Epstein puxar a cortina outra vez.
O caso reacende um capítulo que nunca fechou direito. Documentos, contatos, encontros e versões voltam à mesa, agora com polícia e cronograma. Tudo segue sob investigação, com o cuidado de separar fato apurado de rumor barulhento. Eu observo, anoto e lembro que, na realeza, o escândalo não bate à porta. Ele entra com convite antigo e cobra a conta com juros.