A cantora Preta Gil morreu neste domingo (20), aos 50 anos. A informação foi confirmada por sua assessoria de imprensa.
Diagnosticada com câncer colorretal em janeiro de 2023, Preta passou por um intenso tratamento e chegou a entrar em remissão no fim daquele mesmo ano. No entanto, em agosto de 2024, a doença voltou a se manifestar, com metástases em quatro regiões do corpo: dois linfonodos, o peritônio e o ureter.
Preta Maria Gadelha Gil nasceu no Rio de Janeiro em 1974, em uma família marcada pela música e pela arte. Filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa, cresceu cercada por referências que ajudaram a moldar sua trajetória.
Antes de subir aos palcos, trabalhou nos bastidores como produtora de shows e diretora de videoclipes de artistas como Ivete Sangalo, Angélica, KLB e SNZ. Em 2003, estreou como cantora com o álbum Prêt-à-Porter. Na capa do disco, em que aparece nua, fazia alusão ao nascimento e à disposição de se apresentar ao mundo de forma autêntica.
Ao longo de sua carreira, Preta Gil foi uma voz ativa em pautas sociais, especialmente ligadas à autoestima, diversidade corporal e aos direitos da comunidade LGBTQIA+. Em 2004, lançou a turnê Noite da Preta, que se tornou um marco de celebração da liberdade e da inclusão.
Ícone de representatividade, Preta construiu uma carreira pautada pela autenticidade, pelo afeto e pela defesa de causas que extrapolam a música. Deixa uma contribuição importante para a cultura brasileira e uma legião de admiradores que acompanharam sua arte e trajetória de vida com carinho e respeito.