Thiago Gagliasso entrou na polêmica envolvendo Bruno Gagliasso e o McDonald’s nesta quarta-feira (5), mas fez isso em tom de deboche. O deputado estadual ironizou a reclamação do irmão, que virou alvo de críticas após dizer que uma unidade da lanchonete fechou cerca de dez minutos antes do horário previsto, e sugeriu até um projeto de lei fictício para manter restaurantes abertos 24 horas.
Eu já tinha descido para o térreo do hotel em Ibiza, de óculos escuros e bolsa de palha no ombro, decidida a procurar um brunch com ovo mexido, café forte e ar-condicionado honesto, quando essa treta familiar me encontrou. E não era uma treta qualquer. Era Gagliasso, McDonald’s, picanha, Lula e projeto de lei imaginário. O combo veio completo, só faltou batata grande.

“Acordo com o telefone bombando hoje, todo mundo me marcando numa publicação do McDonald’s… Eu falei: ‘Meu Deus, eu nem no McDonald’s fui ontem!’ O pessoal tá falando que o Gagliasso é detonado após reclamar que lanchonete fechou minutos mais tarde… Eu nem tava no McDonald’s, aí fui ver lá que era o meu irmão”, começou Thiago.
Logo depois, ele avisou que não entraria em briga direta com Bruno, mas o tom já vinha carregado de ironia. “E se você veio aqui buscando achando que eu ia entrar em confusão com ele, que vai ter briga de família… Não vai ter! No que depender de mim, vou defender os direitos do meu irmão, em defesa da família brasileira”, disse.
Eu parei na porta do elevador e pensei: quando alguém promete que não vai ter briga de família, meus amores, geralmente a briga já está usando crachá e esperando no corredor. Thiago foi dizendo que ia defender Bruno, mas cada frase vinha com uma alfinetada embrulhada em guardanapo de fast-food.
“Sabe por quê? Porque tá no direito dele! Ele votou no Lula pra quê? Pra comer salsicha? Não, pra comer picanha! Ele vai lá no McDonald’s às dez e pouco pra comer o Mc Picanha dele, é um direito dele! Você não tem nada a ver com isso”, disparou.
A provocação mirou diretamente o posicionamento político de Bruno, que já foi apontado como um dos motivos do rompimento entre os irmãos. Thiago ainda sugeriu, em tom de piada, a criação do “PL Bruno Gagliasso” para obrigar unidades do McDonald’s a funcionarem 24 horas por dia.
“E não atenderam ele… não atenderam ele faltando cinco minutos pra fechar, qual é o problema nisso? O que posso fazer eu? Vou fazer a lei hoje: PL Bruno Gagliasso, pra deixar todos os McDonald’s aberto 24 horas por dia! É isso! É isso em defesa da nossa família”, afirmou.
E ele não parou. “Acabou a polêmica, entendeu? Não tô aqui pra brigar, não tô mais… chega, parei, cansei! Tenho que defender meu irmão. E outra coisa, é um direito dele! ‘Ah, mas ele se reclama da escala 6 por 1’… É a favor da 7 por 0! Entendeu? Pra ficar trabalhando 24 horas! E tá no direito dele de comer o Mc Picanha, ele votou no Lula pra isso! Eu, hein? Feios”, debochou.
Enquanto eu finalmente escolhia uma mesa perto da janela e pedia uma torrada com abacate e tomate cereja, fiquei pensando que essa família não precisa de Natal para render climão. Bruno reclamou do atendimento, Thiago viu a chance de transformar lanche em discurso político e o McDonald’s virou palanque com cheiro de cheddar. Tem gente que lava roupa suja em casa. Os Gagliasso, pelo visto, preferem fazer isso no drive-thru.