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Kátia Flávia
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Pernas doloridas, roxos frequentes e nada resolve? Dr. Danilo Madanês alerta para sinais que podem indicar lipedema

Médico nutrólogo explica como identificar os sintomas e por que o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

Kátia Flávia

24/03/2026 15h00

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Dr. Danilo Madanês

Sentir as pernas pesadas, notar hematomas que aparecem “do nada” e sofrer com dores ao toque são sinais que não devem ser ignorados. Para o Dr. Danilo Madanês, esses sintomas são os principais alertas de que a paciente pode estar enfrentando o lipedema. Com atuação na área de Nutrologia e Medicina esportiva, endocrinologia e hormonologia, há mais de 7 anos, o médico utiliza manobras simples, como o deslizamento das mãos nas pernas, para identificar a sensibilidade característica da doença.

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Segundo Danilo, tentar tratar o lipedema de forma isolada é um erro comum e a abordagem multidisciplinar é essencial para os casos

Mais do que o diagnóstico, entender os sinais e conduzir corretamente o tratamento do lipedema é o que define a qualidade de vida das pacientes. De acordo com Madanês, o primeiro passo é reconhecer os sintomas que diferenciam a condição de outras alterações corporais.

“Os sintomas mais básicos são sensação de pernas pesadas, dores principalmente ao toque, hematomas com mais facilidade, alterações na pele, ondulações na região afetada, mesmo com dietas e atividades físicas não há melhora”, explica o médico.

A dor, inclusive, é um dos principais marcadores clínicos do Lipedema. “Sim, pois esses sintomas incomodam muito com ou sem toques, porém quando avaliamos deslizando uma das mãos nas pernas da paciente e elas sentem um incomodo maior”, pontua.

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Especialista diz que quanto mais cedo se chega ao diagnóstico, melhores os resultados

O manejo clínico do lipedema envolve uma combinação de estratégias e não pode ser simplificado. “É um conjunto de estratégias, dietas não agressivas, atividade física regular, drenagens linfáticas, tratar doenças de base, causas ginecológicas associadas (se houver), medicamentoso e há medidas cirúrgicas”, detalha.

Segundo o especialista, tentar tratar o lipedema de forma isolada é um erro comum e a abordagem multidisciplinar é essencial para os casos. “Tratar lipedema sozinho não funciona, é uma doença complexa e só melhora de verdade quando existe uma estratégia multidisciplinar bem feita, envolve inflamação, hormônios e circulação”, ressalta.

Outro fator decisivo é o tempo. Quanto mais cedo se chega ao diagnóstico, melhores os resultados. “Sim, um exemplo na puberdade, onde a mulher tem alterações importantes hormonais e logo de início quando identifica as alterações corporais devem iniciar o tratamento, melhorando o prognostico e evitando sequelas”, afirma.

No fim, o médico faz o alerta: reconhecer o problema é o passo mais importante. Ele destaca a importância de adotar uma alimentação anti-inflamatória, praticar atividade física regular e realizar terapias físicas, como o uso de meias compressivas e drenagens. Dietas extremamente restritivas são desaconselhadas por poderem agravar o quadro ao causar perda de massa muscular e o temido efeito sanfona.

“Milhares de mulheres passam anos se culpando, tentando dietas restritas, treinos intensos e achando que o problema é falta de disciplina. Quando, na verdade, é uma condição médica. O maior erro sobre o lipedema não é só não tratar, é não reconhecer”, conclui Madanês. Para as mulheres que se identificam com os sinais, a recomendação é buscar o diagnóstico precoce, especialmente em fases de mudança hormonal como a puberdade, é o que evita sequelas e garante um futuro sem as limitações da dor crônica.

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