Isabelle Bittencourt relembrou a morte da mãe, a modelo Caroline Bittencourt, e falou sobre a dimensão da ausência que sentiu. Em depoimento, ela disse que, ao perder Caroline, teve a sensação de ter perdido também a própria casa.
Eu estava com o copo d’água na mão, tentando voltar ao grupo das amigas, quando li essa frase e deixei o telefone no colo. “Perdi minha casa” não é uma frase que pede comentário rápido. É daquelas que fazem a gente ficar quieta por alguns segundos.

Isabelle contou que fala sobre a mãe sempre que pode porque é uma maneira de mantê-la presente. “Quanto mais eu posso falar, eu falo e eu conto as histórias dela, porque ela fica viva quando eu falo dela”, disse.
A jovem relembrou o momento em que soube que Caroline havia caído e estava desaparecida. Segundo ela, a família não entendeu imediatamente a gravidade da situação. Nos dias seguintes, ficou desnorteada e passou a viver no automático.
Ela afirma ter um apagão dos três primeiros meses após a morte da mãe. “Eu nem sei te falar o que eu fazia durante o dia. E eu não lembro”, relatou. O luto aparece não apenas na lembrança daquele dia, mas na falta que a presença cotidiana de Caroline deixou.
Eu fui até a janela da sala, mas não abri. Fiquei só olhando a luz entrando pelo vidro e pensando no peso dessas memórias simples: a mãe que levava a filha à escola, que estava na rotina, que ensinava antes mesmo de perceber que estava ensinando.

Isabelle disse que a maior herança de Caroline foi a criação que recebeu. “Todas as skills que eu precisava pra ser uma mulher, ela já tinha me dado. Era só desenvolver”, afirmou. Ela também relaciona a própria carreira nas redes à influência da mãe.
Hoje, Isabelle diz que gostaria de ter conhecido Caroline não apenas como mãe, mas também como mulher. É uma saudade que muda de forma com o tempo, mas não diminui. E ela encontrou na fala um jeito de fazer a mãe continuar existindo nas histórias que ficaram.