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Kátia Flávia
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Pedro Sampaio compõe trilha exclusiva e Paolla Oliveira vira dona do trio no Carnaval de Salvador

Com direito a música dedicada, Paolla sobe no trio de Pedro Sampaio, rouba a cena no Barra Ondina e transforma a folia em capítulo próprio de novela.

Kátia Flávia

13/02/2026 13h30

Com direito a música dedicada, Paolla sobe no trio de Pedro Sampaio, rouba a cena no Barra Ondina e transforma a folia em capítulo próprio de novela.

Amores meus amores, abanando o leque aqui , quando vi acontecer. Paolla Oliveira resolveu brincar Carnaval em Salvador e acabou fazendo história como quem pede uma água de coco. Subiu no trio de Pedro Sampaio e virou atração paralela, principal e extra ao mesmo tempo.

Não foi só close. Teve roteiro. Teve trilha. Teve música feita especialmente para ela. Pedro Sampaio, no auge do deboche carinhoso, transformou Paolla em personagem cantado, desses que a gente sabe que vão virar meme, looping e pauta reciclada por dias. A atriz virou musa improvisada do trio, com o público gritando o nome dela como se fosse refrão conhecido desde 1998.

Paolla escolheu estrear na folia baiana longe da Sapucaí e mais perto do suor real do asfalto quente. No circuito Barra Ondina, subiu no trio como quem não pede licença. Vestido roxo estruturado, corset marcado, pedraria brilhando sem dó e uma coroa lilás que deixava claro o recado. Hoje eu vim me divertir e vocês vão assistir.

Foto: Reprodução / Gshow

Quando o remix de Feiticeira começou a tocar, Salvador entrou em estado de euforia coletiva. Paolla dançou, riu, sambou com aquela segurança de quem sabe que a câmera ama e o povo também. Foi o momento em que o trio virou palco e ela virou enredo improvisado.

Depois de cinco anos reinando à frente da bateria da Grande Rio, Paolla resolveu viver 2026 como foliã assumida. Passou a coroa para Virginia Fonseca, deu tchau para a avenida carioca e escolheu Salvador como cenário da nova fase. Nada de drama, só troca de figurino e de ritmo.

Essa decisão não caiu do céu. Desde os ensaios técnicos, Paolla vinha deixando no ar que tudo poderia acontecer. Aconteceu. Só não foi na Sapucaí. Foi no trio, com DJ, remix, multidão e um Pedro Sampaio claramente encantado.

Quando um DJ cria uma música dedicada a uma atriz no meio do Carnaval, isso deixa de ser gentileza e vira narrativa. Pedro Sampaio entendeu o jogo. Transformou Paolla em trilha sonora, elevou o momento a outro patamar e deu ao público algo que reality nenhum entrega. Espontaneidade com espetáculo.

O povo respondeu na hora. Gritos, celulares erguidos, vídeos rodando nas redes como se não houvesse amanhã. Teve internauta dizendo que não estava preparada para ver Paolla sambando daquele jeito. Teve gente assumindo dez minutos de looping sem culpa.

O que se viu ali foi mais do que uma participação especial. Foi Paolla Oliveira em modo personagem de si mesma. Livre, poderosa, sem obrigação de representar escola, cargo ou posto. Só presença. Só carisma. Só Carnaval do jeito que ele gosta.

E eu digo com propriedade de colunista surtada. Quando uma atriz sobe num trio, ganha música própria e vira assunto nacional em menos de uma noite, isso não é acaso. Isso é estrela sabendo exatamente onde pisar.

Salvador agradeceu. Pedro Sampaio capitalizou. Paolla reinou. E a novela do Carnaval ganhou um capítulo daqueles que a gente não esquece tão cedo.

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