O babado é que a nona edição vai para a televisão. Além de reunir milhares de pessoas na Marina da Glória entre 24 de julho e 2 de agosto, o festival terá transmissão ao vivo no Multishow no dia 31 de julho, com os shows de Luísa Sonza, Ludmilla e Marina Sena, que abrem o segundo fim de semana. E nos dias 16 e 23 de agosto a TV Globo exibe, logo depois do Fantástico, um compacto com os melhores momentos para o público do estado do Rio. Ingressos a partir de R$ 210 pela Bilheteria Digital, para quem quiser ir ao vivo em vez de assistir de pijama.
Agora vamos ao que realmente interessa, que é quem está por trás disso. A PECK, produtora carioca que acaba de completar 25 anos, fundada por Péricles Mecenas, é uma das mais queridas pelas grandes marcas que investem em cultura e esporte no Brasil. O currículo da casa tem oito edições do Festival de Inverno, o 90’s Festival e o Rock Brasil 40 anos, além do Festival Clássicos do Brasil, criado em 2023 e que estreou no Nordeste em 2025 com temporada no Recife. Hoje a empresa atua no Rio, São Paulo, Espírito Santo e Pernambuco, com agência própria comandada pela publicitária Andrea Mecenas funcionando dentro de casa, colada na produção. E em 2026 ainda emenda a turnê nacional “80 Girassóis”, pelos 80 anos de Alceu Valença.

Vinte e cinco anos de mercado de evento no Brasil é resistência de atleta olímpico, minhas queridas. Quem produziu festival grande por aqui sabe que a lista de produtoras que sobreviveram a esse período dá para contar sem tirar as luvas de manicure. A PECK chegou nessa marca justamente diversificando, indo para outros estados, criando marcas próprias e montando estrutura de agência interna, que é como se garante o patrocinador feliz e o cachê pago no prazo.

Sobre o resto do line-up, foi generoso. São mais de 30 artistas de gerações diferentes, entre eles Ludmilla, Seu Jorge, Belo, Nando Reis, Ana Carolina, Maria Gadú, Titãs, Capital Inicial, Samuel Rosa, Anavitória, Marcelo D2, Criolo, BK’, Gilsons, Chico César, Geraldo Azevedo, Ira!, Negra Li e Gabi Melim. Ao longo de nove edições, o festival já recebeu mais de 500 mil pessoas e virou uma das principais vitrines da música brasileira no inverno, transformando a baixa temporada carioca em movimento econômico de verdade. Tem ainda estrutura adaptada para o público PCD, cumprimento de 18 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, neutralização de carbono e arrecadação de agasalhos.
E o patrocínio não é modesto. A Enel Rio é a maior patrocinadora de projetos culturais e esportivos do estado pelas leis de incentivo, tendo investido mais de R$ 115 milhões em 108 iniciativas no último ano, beneficiando cerca de 800 mil pessoas. Ou seja, o dinheiro está na mesa e o Rio está aproveitando. Eu já separei o casaco, porque a única coisa que não perdoo em festival de inverno carioca é chegar despreparada quando venta na Marina.