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Kátia Flávia
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PC Siqueira: Justiça reabre investigação dois anos depois, família contesta laudos e caso ganha novos capítulos

Depois de dois anos de idas e vindas, a morte de PC Siqueira volta ao centro do noticiário com reconstituição, críticas duras à perícia e uma investigação que segue aberta.

Kátia Flávia

20/01/2026 12h00

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A Justiça de São Paulo atendeu ao pedido do Ministério Público e reabriu a investigação sobre a morte do influenciador PC Siqueira. Foto: reprodução/Instagram

Amores, eu aqui toda suada na academia, focada no glúteo, cabeça leve e pensamento no almoço, aí pego o celular, abro o G1 da Dona Globo e quase deixo o iPhone cair no chão. Uma bomba dessas logo cedo, com o caso do PC Siqueira virando do avesso outra vez. Misericórdia, o coração dispara, a respiração falha, a perua entra em curto. Cancelo o alongamento, puxo a saída de praia e sigo pro Leblon em estado de alerta máximo, porque essa história resolveu acordar junto comigo.

O caso de PC Siqueira voltou para a vitrine. A Justiça de São Paulo mandou a Polícia Civil retomar a investigação sobre a morte do influenciador, ocorrida em dezembro de 2023, após questionamentos do Ministério Público e da família. O inquérito havia sido concluído como suicídio, mas esse carimbo perdeu força.

A Promotoria apontou contradições em laudos e depoimentos e pediu mais diligências. Na lista estão novas oitivas, possível acareação e perícias complementares. A reconstituição foi marcada para esta terça-feira no prédio onde ele morava, no Campo Belo. A ex-namorada não comparece, com justificativa formal aceita pelas autoridades. A versão dela será considerada a partir do depoimento já prestado. Vizinha e síndico participam.

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A morte do influenciador PC Siqueira, aos 37 anos, voltou ao centro das atenções. Foto: reprodução/Instagram

Até agora, a polícia diz que não há suspeitos formalmente identificados nem elementos conclusivos de crime. Mesmo assim, o MP deixou claro que as linhas seguem abertas. Instigação ao suicídio e homicídio entram no radar. Advogados da família afirmam que tratar o suicídio como definitivo neste estágio não se sustenta e pedem a apuração do entorno do influenciador, incluindo pessoas próximas.

Os defensores citam pontos técnicos que, segundo eles, não foram examinados com a profundidade necessária. Falam em objetos, circunstâncias e inconsistências que exigem revisão. O Ministério Público considerou os pedidos pertinentes e autorizou a reconstituição dos fatos e a perícia complementar.

O histórico pesa. PC foi encontrado morto no apartamento aos 37 anos. Laudos do IML apontaram asfixia mecânica por enforcamento. Exames indicaram traços de drogas e medicamentos, sem relação direta com a causa da morte. Amigos relataram um relacionamento conturbado com a ex e discussões públicas nas redes. Há ainda o registro de uma investigação antiga sobre mensagens vazadas, que não encontrou material ilícito nos dispositivos apreendidos. O próprio PC sempre negou as acusações e pessoas próximas relataram que ele se fechou naquele período.

Enquanto isso, a família prepara uma série documental sobre a trajetória do influenciador. Do pioneirismo no YouTube aos programas de TV, a história ganha novo olhar num momento em que a investigação volta ao ponto de ebulição.

Tradução livre da Kátia Flávia aqui: o caso não descansou em paz. A Justiça abriu a porta, a polícia voltou para a sala e a novela está longe do último capítulo.

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