Amores, cena real da minha vida. Eu de roupão, café fumegando, indo fingir disciplina na academia, quando o telefone toca. Do outro lado, uma amiga em estado de emergência carnavalesca. “Kátia, Paolla vai virar comentarista do Carnaval.” Eu parei. Eu respirei. Eu vibrei como se fosse final de reality com voto aberto.
Paolla Oliveira trocou o posto de rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio por um lugar estratégico, a cabine de comentaristas do Desfile das Campeãs. Sai o salto da avenida, entra o microfone afiado. Eu adoro quando a estrela muda de posição e continua mandando no palco.
A atriz segue no Carnaval, só que agora observando tudo com olhar clínico, comentário certeiro e aquela presença que faz a câmera procurar sozinha. O desfile rola no sábado, dia 21, com abertura em clima de show e transmissão ao vivo a partir das 21h30 no Multishow e no Globoplay. A TV Globo entrega o pacote completo. Carnaval também é estratégia, meus caros.

Paolla vive fase solo, coisa rara para quem sempre esteve cercada de rótulos e expectativas alheias. Depois do fim do namoro com Diogo Nogueira, ela passou pela quadra, curtiu o clima, falou com franqueza e deixou claro que a calmaria incomoda mais o público do que a própria dona da história. Eu observo e anoto, porque serenidade em celebridade sempre vira provocação coletiva.
Na TV, o último trabalho foi como Heleninha em Vale Tudo, em 2025. Agora, Paolla entra em campo como comentarista, aquele lugar onde se influencia narrativa, se cria meme e se decide quem sai maior da noite. É o tipo de movimento que eu chamo de glamour com cálculo.
Resumo da ópera carnavalesca. Paolla não saiu de cena. Ela só mudou o ângulo da câmera. E, convenhamos, quando a diva fala, a Sapucaí escuta. Eu inclusive.