Amores, amo o Carnaval porque ele é cruel, mas também tem esses raros momentos de “classe, querida”. Enquanto o povo ainda estava mastigando o caos da estreia de Virginia na Grande Rio, quem entrou com a elegância de quem sabe o peso da coroa foi Paolla Oliveira, a ex-rainha que não precisa provar nada para ninguém e mesmo assim foi lá, botou o peito de fora no sentido figurado, e defendeu.
Paolla conversou com o Portal LeoDias e foi direta. Disse que Virginia entregou resistência, que estava num lugar complexo, porque ela mesma sabe o que a outra passou. E aí vem o detalhe que vale ouro, Paolla contou que mal conseguiu falar com Virginia direito, a comunicação foi à distância, no meio do corre, no aperto, no cenário em que você pensa em jurado, em ritmo, em passagem e em não tropeçar na própria fantasia.
A fala dela tem aquele tom de bastidor real, sem fantasia de Instagram. Paolla explicou que estava muito perto dos jurados e que o foco era fazer bonito para eles, por isso a passagem foi rápida. Mesmo assim, ela fez questão de carimbar a narrativa que importa, “amor, ela estava linda e guerreira”, disse, e pronto, está dado o selo de aprovação da realeza do samba.
E Paolla ainda se colocou no pacote do sacrifício. Falou que também foi a primeira vez com uma fantasia grandona, linda, e que saiu com a cabeça amassada até o dia seguinte, porque o Carnaval tem exigências e às vezes dói. Eu traduzindo, é lindo, é grandioso, mas cobra caro, e cobra no corpo, na mente, na paciência, no sorriso que você precisa manter mesmo querendo largar o salto no primeiro recuo.

Para fechar, ela ainda contou que não desfilou no dia anterior, que agora ia assistir à última escola, o Salgueiro, e mandou beijo. Uma despedida com cara de quem sabe exatamente o que viu, o que viveu e o que a Virginia encarou. No tribunal da Sapucaí, ter Paolla como testemunha de defesa vale mais do que muito trending topic por aí.