Um incêndio de grandes proporções atingiu o bar Rong Beer Na Ladprao, em Bangkok, na Tailândia, na noite de domingo (12), no horário local, e deixou ao menos 28 mortos, segundo balanço atualizado da Associated Press. As autoridades também registram 73 feridos, 25 deles em estado crítico, enquanto a investigação apura falha elétrica, explosão, fumaça tóxica e problemas graves nas rotas de fuga.
Eu já estava naquela parte do almoço em Ipanema em que ninguém quer ser a primeira pessoa a pedir café, porque isso denuncia que a mesa está acabando, quando chegou o vídeo do incêndio. Guardei o guardanapo devagar, porque tem notícia que derruba qualquer fofoca da cadeira. Chama saindo pelo teto, gente correndo, grito na rua e uma casa noturna virando armadilha em segundos. A Kátia aqui gosta de babado, mas tragédia desse tamanho pede serviço, contexto e cuidado.

O fogo começou pouco antes da meia-noite no Rong Beer Na Ladprao, um bar de música ao vivo no norte de Bangkok. Relatos de integrantes da banda que tocava no local indicam que fumaça teria saído de uma área próxima ao disjuntor ou interruptor elétrico perto do palco. Em seguida, houve apagão e explosão, segundo informações citadas por autoridades tailandesas e pela AP.
Imagens gravadas por testemunhas mostram uma nuvem espessa de fumaça preta saindo do prédio e, na sequência, uma labareda intensa escapando pela estrutura. Frequentadores aparecem correndo para fora do local em pânico. A cena viralizou nas redes sociais e ampliou a repercussão internacional do caso.
O balanço inicial divulgado por veículos locais e reproduzido por sites brasileiros falava em 27 mortos e 63 feridos. A atualização mais recente da AP, porém, elevou os números para pelo menos 28 mortos e 73 feridos, com 25 pessoas em estado crítico. Como a identificação das vítimas ainda estava em andamento, os números podem mudar.
A principal causa das mortes, segundo autoridades locais, foi a inalação de fumaça tóxica. Muitos corpos foram encontrados em banheiros sem janela, onde as vítimas teriam tentado se abrigar ou fugir da fumaça, mas acabaram presas. É o tipo de detalhe que arrepia, porque mostra que o problema não foi só o fogo: foi também a falta de saída segura.
A investigação mira justamente as condições do imóvel. Autoridades citam suspeitas de saídas de emergência bloqueadas, escondidas, inexistentes em algumas áreas ou difíceis de acessar no meio da fumaça. Também há apuração sobre materiais inflamáveis no teto e possíveis obstruções nas rotas de evacuação.
O primeiro-ministro tailandês Anutin Charnvirakul e o governador de Bangkok, Chadchart Sittipunt, acompanharam a resposta ao incêndio. A polícia também investiga eventual negligência. O dono do bar, segundo a AP, ficou gravemente ferido.
A tragédia reacende um debate antigo na Tailândia sobre segurança em casas noturnas. O país já viveu outros incêndios mortais em espaços de entretenimento, incluindo o caso da boate Santika, em 2009, que deixou 67 mortos em Bangkok. Agora, o Rong Beer Na Ladprao entra para uma lista que ninguém queria ver crescer.
Para quem está em Bangkok ou tem familiares na cidade, os principais pontos de serviço são estes: a área atingida fica na região de Lat Phrao, no norte da capital tailandesa, fora dos circuitos mais óbvios de turistas, mas perto de zonas movimentadas. Ainda não há informação pública confirmada sobre brasileiros entre as vítimas.
Em caso de emergência na Tailândia, os números locais mais usados são: 191 para polícia, 199 para bombeiros, 1669 para emergência médica e 1155 para Polícia Turística. Para brasileiros, também vale procurar orientação da Embaixada do Brasil em Bangkok em casos consulares.
O que se sabe até agora:
O local: Rong Beer Na Ladprao, bar de música ao vivo em Bangkok.
Quando: noite de domingo (12), pouco antes da meia-noite no horário local.
Mortos: ao menos 28, segundo atualização da AP.
Feridos: 73, com 25 em estado crítico.
Hipótese inicial: fumaça perto de instalação elétrica junto ao palco, apagão e explosão.
Principal causa das mortes: inalação de fumaça tóxica.
Ponto mais grave: vítimas encontradas presas em banheiros sem janela.

O que está sob investigação: falha elétrica, materiais inflamáveis, rotas de fuga, sinalização e possíveis saídas bloqueadas ou inexistentes.
Agora, minha leitura de Kátia: não dá para tratar isso como “acidente inevitável” antes da investigação terminar. Quando um bar lotado pega fogo, a fumaça toma tudo em segundos e as pessoas morrem presas em banheiros, a pergunta não é só onde começou a faísca. É quem autorizou, quem fiscalizou, quem bloqueou passagem, quem ignorou norma e quem achou que saída de emergência era detalhe decorativo. Porque, numa tragédia dessas, o fogo começa em um ponto, mas a responsabilidade costuma estar espalhada pelo prédio inteiro.