Amores do meu Brasil, a morte de Isabel Veloso, influenciadora digital de 19 anos, neste sábado (10), transformou o luto de uma família em um embate público que agora extrapola o quarto do hospital e ganha dimensão nacional.
Horas após o falecimento da filha, Joelson Veloso, pai de Isabel, acusou o Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, de negligência médica. Segundo ele, houve falhas na condução do caso diante da gravidade do quadro clínico da jovem, que enfrentava um linfoma de Hodgkin em estado avançado.
Em resposta, o hospital divulgou um comunicado oficial, no qual nega qualquer irregularidade e afirma que Isabel estava sob acompanhamento especializado contínuo. A instituição informou que o óbito ocorreu em decorrência de complicações relacionadas ao transplante de medula óssea, procedimento reconhecido como complexo e de alto risco, mesmo quando realizado sob protocolos rigorosos.
No texto, o hospital sustenta que, durante todo o período de internação, Isabel recebeu assistência integral, contínua e humanizada, com atuação de equipes multiprofissionais das áreas de Hematologia, Medicina Intensiva, Infectologia e Enfermagem, além da adoção de todas as medidas terapêuticas previstas nas melhores evidências científicas.
O que chama atenção, porém, é o choque entre dois discursos que não se encontram. De um lado, a linguagem técnica, protocolar e institucional. Do outro, um pai que fala de ausência, de demora, de decisões que, para ele, não vieram quando a vida pedia pressa.
Ao afirmar que não vai se calar, Joelson Veloso deixa claro que a discussão não se limita à causa da morte, mas à forma como o sistema reage quando o tratamento chega ao limite e a esperança fica por um fio.
Leia agora o comunicado completo do Hospital Erasto Gaertner que será publicado na íntegra e tire suas próprias conclusões sobre um caso que já não é apenas médico, é humano, público e profundamente incômodo.
