Amores , tô chocada , estava tomando meu café da manhã, quando a foto do Mariano Páez chegou nos meus canais eu precisei ver duas vezes. Porque tem uma certa audácia que a gente olha e simplesmente não sabe se ri ou chora.
A filha acabou de sair do Brasil pagando R$ 97 mil de fiança depois de meses com tornozeleira eletrônica, passaporte apreendido e um processo de injúria racial aberto que pode render até dois anos de condenação. O pai foi comemorar num bar. E comemorou do jeito que achou adequado: imitando macaco, o mesmo gesto que colocou Agostina na mira da Justiça brasileira em janeiro, num bar de Ipanema. A cena foi gravada por uma testemunha e divulgada pelo canal local Info del Estero. Em Santiago del Estero, cidade natal da família, todo mundo viu.
No vídeo, Mariano Páez não está envergonhado. Está solto, acompanhado da companheira, e entre um gesto e outro ainda arruma tempo para gritar que sente “asco do Estado”, que pagou a fiança do próprio bolso e que é, nas palavras dele, “empresário, milionário, agiota e narco.” Uma autodeclaração que já renderia pauta separada em qualquer país com jornalismo funcionando.
Questionado sobre o material, Mariano disse primeiro que o vídeo era falso, produzido com inteligência artificial, e que tentaram lhe cobrar 5 milhões de pesos argentinos para não publicar. Confirmou, porém, que estava no bar naquela noite. Nesse ponto, a própria Agostina entrou em campo e confirmou publicamente a autenticidade das imagens, se distanciando do pai com uma nota nas redes. Ela que passou meses dizendo que estava arrependida e que não conhecia a legislação brasileira agora tem que se explicar pelo pai, que conhecia tudo e foi comemorar do mesmo jeito.
O processo de Agostina segue em andamento no Brasil. A juíza ainda precisa homologar o acordo que prevê dois anos de medidas alternativas, como trabalhos comunitários e cursos obrigatórios. O comportamento do pai não altera juridicamente o processo dela. Mas altera tudo o resto.