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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Oscar 2026 divulga hoje a lista de indicados e Brasil entra forte em nove categorias

Eu já acordei em modo final de novela porque hoje a Academia fala e o Brasil escuta com o coração na mão.

Kátia Flávia

22/01/2026 8h45

oscar statue

Foto: reprodução/ Martin Vorel/Wikimedia Commons

Eu, acordei com o YouTube aberto e uma sensação digna de último bloco da novela das nove. O Oscar 2026 resolveu brincar com minhas emoções logo cedo e anunciou que o Brasil pode pintar forte em nove categorias. Nove. Eu repito em voz alta porque gosto do drama. Nove chances de fazer Hollywood engolir feijoada com glamour.

A Academia anuncia os indicados às 10h30 e eu já aviso que isso não é horário de gente equilibrada. É horário de surto coletivo. O anúncio passa ao vivo no canal do Oscar no YouTube , com Danielle Brooks e Lewis Pullman no comando. Eu confio, mas fico de olho. Em Oscar, a gente nunca relaxa.

Segundo a Hollywood Reporter, Wagner Moura é um dos favoritos ao prêmio por sua atuação em “O Agente Secreto”.

Agora vamos ao protagonista dessa novela que eu já apelidei de O Agente Que Não Brinca em Serviço. O filme brasileiro O agente secreto aparece como aquele personagem que entra discreto nos primeiros capítulos e termina roubando a trama.

Especialistas dizem que ele tem chances reais em cinco categorias. Melhor filme internacional praticamente carimbado, melhor ator com Wagner Moura entregando olhar de sofrimento que a gente respeita, melhor filme entrando na categoria principal com dez vagas, melhor roteiro original e uma novidade chamada melhor direção de elenco. Categoria nova, mas já nasceu com drama.

E o Brasil resolveu fazer participação especial em outras frentes, porque figurante aqui não tem vez. Na fotografia, Adolpho Veloso surge como favorito com Sonhos de trem. Favorito mesmo, daquele tipo que já separa o discurso mentalmente. Na montagem, Affonso Gonçalves cresce com Hamnet: A vida antes de Hamlet, filme que só pelo título já parece feito para chorar em silêncio no cinema. No documentário, Apocalypse nos trópicos e Yanuni entram como quem chega dizendo eu também tenho história. No curta-metragem, Amarela aparece com força e eu adoro quando o curta vira assunto de mesa.

O Oscar 2026 acontece em 15 de março, em Los Angeles, com Conan O’Brien apresentando. Eu imagino Conan tentando entender a energia brasileira enquanto a gente vibra no sofá como se fosse final de Copa. E ainda tem a estreia oficial da categoria de melhor direção de elenco, coisa que o Brasil já faz há décadas na base do improviso, do feeling e do caos organizado.

Resumo da ópera, ou melhor, do dramalhão. O Oscar resolveu virar novela, o Brasil ganhou arco narrativo próprio e eu já estou escolhendo roupa para assistir de casa fingindo costume. Se ganhar, eu grito. Se perder, eu reclamo. Se indicarem, eu faço textão. Porque aqui nada é simples, tudo vira capítulo especial e eu não perco uma cena.

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