Eu, tiro o glitter da mesa e coloco os papéis do processo em cima, porque aqui o assunto deixou de ser rumor e virou caso de Justiça com carimbo, assinatura e prazo correndo. Oruam entrou numa fase delicada da própria narrativa pública, daquelas que não se resolvem com postagem ou nota vaga.
O rapper responde por disparo de arma de fogo em uma ação que tramita na 2ª Vara do Foro de Santa Isabel, em São Paulo. O episódio teria ocorrido durante uma festividade, em área residencial de Igaratá, na presença de outras pessoas. O detalhe que pesa, o registro em vídeo foi publicado pelo próprio artista nas redes sociais e anexado ao processo.
A situação se agravou nesta semana. Após a revogação de um habeas corpus concedido em 2025, o Judiciário decretou a prisão preventiva. A decisão veio depois do descumprimento reiterado das regras impostas pelo uso da tornozeleira eletrônica. A partir daí, Oruam passou a ser oficialmente considerado foragido.

Na quarta-feira, a juíza do caso expediu carta precatória para que o cantor fosse citado no Rio de Janeiro, abrindo prazo de dez dias para resposta à acusação criminal. Só que a localização incerta do réu transformou o procedimento em mais um obstáculo processual, com impacto direto no andamento da ação.
A defesa informou que o artista não pretende se entregar. Nos bastidores jurídicos, isso significa alongamento de prazos, dificuldade de citação e um processo que tende a ganhar novos capítulos antes de qualquer desfecho.