O site oficial do Orkut foi atualizado nesta quinta-feira (8) com uma campanha que reacendeu a esperança dos nostálgicos. A página agora traz uma carta do fundador Orkut Büyükkökten, um formulário de apoio e a promessa de uma nova rede social baseada em comunidades, conexões reais e menos dependência de algoritmos.
Eu já tinha voltado com as amigas para a esplanada de Fátima, caminhando em direção à Basílica da Santíssima Trindade, quando vi essa novidade e fiquei empolgada de verdade. Porque, minhas filhas, se me disserem que vamos voltar a discutir “Eu odeio acordar cedo” e receber depoimento público, eu já quero saber onde assino.

A página abriu o novo conteúdo depois de uma contagem regressiva que terminou às 10h desta quinta. No texto, Büyükkökten critica as redes sociais atuais por priorizarem engajamento, atenção e tempo de tela em vez de vínculos entre pessoas.
“Você merece algo melhor das redes sociais”, diz o site. O criador do Orkut defende uma internet mais humana, com comunidades reunindo usuários por interesses em comum, como ocorria nos tempos das famosas comunidades sobre ônibus, músicas, bairros e ódio à segunda-feira.
Eu parei com as amigas por um instante porque o homem sabe apertar o botão da memória afetiva. Quem viveu Orkut lembra: não era só rede social, era tribunal de scrapbook, central de fofoca, álbum de fotos com flash estourado e comunidade para cada trauma nacional.
Mas calma, porque ainda não dá para criar perfil, recuperar fotos, voltar para a comunidade “Eu amo chocolate” ou mandar depoimento para ex. O site permite apenas que pessoas maiores de 18 anos deixem nome, país e e-mail para demonstrar apoio à criação de uma nova plataforma.
Após preencher o formulário, o usuário recebe um código e pode gerar um cartão digital de apoiador para compartilhar nas redes. Os termos deixam claro que a assinatura não garante conta, reserva de nome de usuário, acesso antecipado nem a criação efetiva do serviço.
Eu segui para a Basílica com um sorriso porque, por enquanto, é mais promessa do que comunidade com 800 mil membros. Mas uma coisa eu digo: se esse novo Orkut vier mesmo com menos bot, menos algoritmo surtado e mais gente real, pode preparar o convite que eu entro até na comunidade “Eu sobrevivi ao feed de 2026”.

A proposta também menciona o uso de inteligência artificial para ajudar pessoas a encontrarem amizades e interesses em comum, sem substituir relações humanas. Ainda não há imagens de interface, lista fechada de recursos ou previsão de lançamento, mas o nome Orkut já foi suficiente para colocar a internet inteira em estado de vigília nostálgica.