Amores, segura essa porque o barraco agora é geopolítico, internacional e com legenda em caixa alta. Luana Piovani resolveu sair do camarim direto para a ONU imaginária das redes sociais e soltou uma das frases mais comentadas do momento.
Em vídeo, Piovani deixa claro logo de saída. Ela odeia Nicolás Maduro. Não passa pano, não faz carinho, não romantiza ditador. Mas, segundo ela, isso não dá salvo-conduto para Donald Trump mandar tropas, atravessar fronteira e capturar um chefe de Estado como se fosse episódio de série policial.
A atriz chama a operação pelo nome que, segundo ela, ninguém quer dizer. Sequestro. Para Luana, é um absurdo normalizar a ideia de um país entrar em outro, prender o presidente e sair como se fosse missão de filme. Ela diz que isso não é justiça internacional. É força bruta com verniz de moralidade.
E aí vem a frase que incendiou tudo. Se a lógica é sequestrar ditadores, por que Trump não manda buscar também Benjamin Netanyahu ou Vladimir Putin? Ao colocar os três nomes no mesmo balaio, Luana cutuca onde dói. Dois pesos, duas medidas. Uns viram vilões oficiais, outros seguem aliados estratégicos, mesmo com denúncias, mortes e violações no currículo.
No discurso, ela insiste que não está defendendo Maduro. Está defendendo o conceito de soberania. Para Luana, não dá para combater autoritarismo com autoritarismo gourmetizado. Invadir país alheio e levar o líder à força não vira ato heroico só porque o alvo é impopular.
A internet, claro, fez o que sabe fazer melhor. Dividiu. Teve quem aplaudiu de pé, dizendo que a atriz falou o que muitos pensam e poucos dizem. Teve quem acusou Luana de relativizar a ditadura venezuelana e de misturar assuntos delicados em um momento de tensão global.
Mas, gostem ou não, uma coisa é inegável. Luana Piovani mais uma vez saiu da zona de conforto do mundo das celebridades e levou o debate para um lugar incômodo, barulhento e impossível de ignorar. Colocar Maduro, Trump, Netanyahu e Putin na mesma frase não é descuido. É provocação calculada.