Eu estava no Museu Arqueológico de Milão, tentando ter um momento civilizado com a história da humanidade, quando o feed me deu uma punhalada romântica dessas que fazem a pessoa largar a cultura e voltar correndo para a fofoca. Duda Beat e Allan Souza Lima estão, sim, naquele estágio em que dizem que estão se conhecendo melhor, mas já entregam cenário, atmosfera e recibo afetivo suficientes para qualquer fofoqueiro minimamente alfabetizado cravar que tem romance no ar. E eu vou ser honesta com vocês, eu amo a Duda, desejo felicidades, mas Allan Souza Lima continua sendo meu delírio de utilidade pública.

Os dois apareceram juntos em evento de cinema, posaram para fotos e já vinham sendo vistos em clima de romance desde o show de Samuel Rosa, em São Paulo, no fim de semana passado. Antes disso, a aproximação já dava sinais desde a virada do ano em Pipa, no Rio Grande do Norte, e também em Paraty no carnaval. Essa história, meu amor, não brotou do nada. Ela foi sendo construída com método, presença e aquele jeitinho clássico do casal que finge que está discreto enquanto já está praticamente em turnê promocional do próprio afeto.

O momento que me fez bater a mão na vitrine do ciúme veio nas redes. Duda comentou uma publicação sobre a série Cangaço Novo, da qual Allan faz parte, e escreveu: “Série foda! Coração. Não vejo a horaaa”. Isso para mim já é declaração com perfume de mulher encantada, orgulhosa e prontíssima para assistir à estreia com olhar de quem conhece o elenco principal sem precisar de making of. Eu tive que sentar para processar, porque comentário assim não nasce de pessoa indiferente, nasce de quem já está emocionalmente investida e talvez até com playlist compartilhada.
O contexto todo ainda deixa a fofoca mais encorpada. Duda anunciou em 16 de janeiro o fim do namoro de nove anos com o produtor Tomás Tróia. Allan, por sua vez, já teve romances públicos com Wanessa Camargo e também foi ligado a nomes como Débora Nascimento, Rafa Kalimann, Helena Ranaldi e Letícia Birkheuer. Ou seja, estamos lidando com um homem que circula no mercado amoroso brasileiro com currículo respeitável e cara de problema charmoso.
Eu, olhando isso tudo no meio de estátua antiga e ruína elegante em Milão, cheguei à conclusão mais madura que consigo oferecer hoje. Duda Beat está feliz, Allan está valorizado, o casal está cada vez menos escondido e a internet já recebeu a pauta com laço de presente. Quanto a mim, sigo apoiando a união com generosidade cristã e um ressentimento cenográfico muito bem administrado, porque há homens que a gente aceita perder só depois de um bom escândalo interno.