Amores, senta que lá vem história. E das boas. A Globo resolveu mexer numa das feridas mais misteriosas do Brasil e botar no ar, entre os dias 6 e 8 de janeiro, a série documental O Mistério de Varginha. Sim, ele mesmo. O ET mais famoso da história nacional, aquele que fez o mundo inteiro olhar para o interior de Minas Gerais com a sobrancelha levantada.
A produção é inédita, caprichada e cheia de material que nunca tinha vindo a público. São três episódios que mergulham de cabeça no caso que, em 1996, transformou uma cidade pacata no centro do maior bafafá ufológico do país. E não é só recontar história, não. A série revisita personagens, versões, silêncios e aquela sensação de que ainda tem coisa mal explicada pairando no ar.

Entre os depoimentos mais aguardados estão os das famosas “três meninas do ET”. Kátia, Liliane e Valquíria voltam a falar sobre o dia em que afirmam ter visto a criatura em um terreno baldio. Um encontro que mudou a vida delas para sempre e que até hoje divide opiniões entre os que acreditam, os que duvidam e os que juram que tem caroço nesse angu.
O documentário também traz à tona personagens centrais da investigação. De um lado, o ufólogo Ubirajara Rodrigues, que anos depois causou espanto ao afirmar que o ET nunca existiu. Do outro, Vitorio Pacaccini, que segue firme na tese de que houve sim uma presença extraterrestre em Varginha. Dois lados, duas narrativas e um mistério que segue sem desfecho oficial.

E não para por aí. A produção revela áudios, documentos e relatos inéditos, inclusive de militares, além de moradores que até hoje afirmam que muita coisa foi escondida. Para eles, o caso nunca foi encerrado de verdade. Só foi abafado.
Com direção de Ricardo Calil e Paulo Gonçalves, produção executiva de Fernanda Neves e direção artística de Monica Almeida, a série é coproduzida pelos Estúdios Globo e pela EPTV. A exibição acontece logo após O Auto da Compadecida 2, ou seja, horário nobre, vitrine máxima e aquele clima de “agora vai”.

Trinta anos depois, o ET de Varginha continua rendendo perguntas, teorias e arrepios. E se depender dessa série, o Brasil inteiro vai voltar a olhar para o céu e pensar: e se não foi imaginação?
Porque uma coisa é certa, meus amores. Mistério bom é aquele que nunca morre. E esse, definitivamente, continua mais vivo do que nunca.