Enaldinho e Lázaro Ramos estarão juntos no especial “Show da Esperança”, do Criança Esperança, que a Globo exibe nesta segunda-feira (12), após a novela “Quem Ama Cuida”. A dupla entra numa biblioteca mágica para encarar um desafio bem diferente: resgatar a infância, a criatividade e o encanto de quem já cresceu.
Eu ainda caminhava pela Rua Direita, em Cascais, com as amigas, quando soube dessa dupla. Meu amor, de um lado o rei dos desafios da internet; do outro, Lázaro Ramos guardando histórias em uma biblioteca encantada. É encontro de gerações com cara de sessão da tarde chique.

Na narrativa, Lázaro será o Guardião das Histórias, responsável por conduzir o público pela biblioteca e por uma floresta mágica. Enaldinho aparece como ele mesmo, levando o universo digital, as brincadeiras e a linguagem que conquistou milhões de crianças.
O desafio dos dois não é competir, nem fazer pegadinha com balde d’água. A proposta é lembrar que crescer não precisa significar virar uma pessoa sem imaginação, sem brincadeira e sem tempo para se maravilhar com o que é simples.
Eu achei fofo porque a Globo botou tela e livro na mesma sala, sem aquela guerra de “criança só quer celular” contra “antigamente era melhor”. Enaldinho representa a linguagem dos vídeos; Lázaro traz a literatura infantil e o poder de contar histórias.

Lázaro também é autor de livros como “Caderno de Rimas do João” e “Caderno sem Rimas da Maria”, obras que abordam identidade, autoestima, diversidade e respeito. No especial, essa ligação com os livros aparece como ponte para conversar com o público infantil sem dar sermão.
A atração faz parte da campanha Criança Esperança, realizada pela Globo em parceria com a Unesco. A ideia é usar o encontro entre os dois artistas para reforçar a importância de proteger a infância e estimular a curiosidade.
Eu já estava quase encerrando o passeio em Cascais quando concluí que esse desafio pode ser mais difícil do que qualquer trend: fazer adulto largar a pressa, ouvir uma história e lembrar que um pouco de imaginação nunca fez mal a ninguém.