Amores, eu juro que tento manter a elegância, mas o Carnaval adora me testar. A Acadêmicos de Niterói confirmou que uma pessoa defecou em uma das alegorias do desfile, e o detalhe que incendiou a internet foi o tema do carro: uma alegoria ligada ao Lula. Pronto. A fofoca ganhou motor próprio, velocidade de boato e cheiro de confusão.
Segundo o relato que circulou, a cena rolou ainda na concentração. Alguém subiu no carro alegórico e fez o serviço no lugar errado. O assunto se espalhou porque componentes em cima reclamaram do odor, aquele tipo de reclamação que ninguém consegue disfarçar com sorriso de Sapucaí.
Depois, o carnavalesco Thiago Martins confirmou que aconteceu, sem apontar quem foi. E eu entendo. Em Carnaval, a verdade aparece, mas o CPF quase nunca.

Carnaval tem suor, cola quente, fantasia apertada, tensão e relógio correndo. Aí vem o elemento surpresa, um “ato de rebeldia gastrointestinal” e transforma um desfile inteiro em manchete. Porque, vamos ser francos, o povo ama samba, mas ama mais ainda uma história absurda para contar no almoço.
Porque tem política no meio e porque o Brasil não perde uma chance de transformar qualquer coisa em briga de torcida. A escola confirmando o ocorrido colocou um carimbo de realidade na história. A partir daí, virou pauta, meme, discussão e aquele tipo de assunto que você tenta mudar e alguém puxa de volta.
A Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial e queria que a conversa fosse sobre samba, desfile, visual, comissão, evolução. Só que o Carnaval às vezes escolhe o assunto sozinho e ele raramente vem perfumado.
Eu fecho com um conselho que ninguém pediu. Organização de desfile precisa planejar tudo, até o que é impossível planejar. Porque tem gente que sobe na alegoria para brilhar, e tem gente que sobe para deixar lembrança.