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Kátia Flávia
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Nick Jonas abre o jogo e expõe ferida na pausa dos Jonas Brothers

Em entrevista ao Sunday Sitdown, Nick Jonas disse que o tempo longe de Kevin e Joe ajudou o trio a refletir sobre a relação e prioridades. Ele relembrou a separação em 2013 e o reencontro em 2019, enquanto promove o álbum Sunday Best e celebra a nova turnê do grupo.

Kátia Flávia

05/03/2026 10h54

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O cantor relatou tudo o que aconteceu após a separação dos Jonas Brothers (Foto: Reprodução/ Sunday Sitdown)

Meu povo, eu estava naquele momento delicado do dia em que eu tento fingir que sou uma pessoa calma, e aí o Nick Jonas resolve falar de irmão, banda, pausa e cura. Eu tive que sentar para processar, porque Jonas Brothers, para mim, sempre foi aquele pacote perfeito de nostalgia com refrão chiclete e carinha de “a gente se ama para sempre”. Aí vem o Nick e entrega a versão adulta do conto de fadas.

Ele lembrou que o trio se separou em 2013 e só foi se reencontrar em 2019, com volta celebrada em performance no TODAY plaza. E, desde então, eles lançaram mais álbuns e voltaram para a estrada. Até aí, lindo. Só que o que me pegou foi o tom. Ele fala de um jeito que parece que, por trás do show, teve muita conversa séria e muita pergunta existencial de bastidor, daquelas que ninguém coloca no setlist.

No meio dessa lembrança, Nick também puxa o que aconteceu com ele durante a pausa. Ele fez carreira solo, lançou álbuns e foi para atuação, inclusive em Jumanji, com Dwayne Johnson. Meu amor, imagina você sair de “irmão da banda” para set de filme com o The Rock. Isso mexe com a cabeça e mexe com a identidade, e ele deixa isso bem claro.

Agora vem a parte que é a facada elegante. Promovendo o álbum Sunday Best, ele disse que o tempo longe de Kevin e Joe permitiu refletir sobre a relação e as prioridades. Ele falou para Willie Geist que eles tiveram tempo para, meio que, se curar. Essa frase, “a gente teve tempo para curar”, não é frase de tapete vermelho. É frase de bastidor. É frase de gente que precisou organizar o próprio coração.

E aí ele abre a torneira de verdade. Ele comenta que ficar encaixotado num grupo torna difícil saber quem você é e sentir que tem uma voz própria. Meu povo, isso é o tipo de confissão que parece simples, mas carrega um caminhão de coisa. Porque banda de irmãos é família e empresa, é afeto e decisão, é parceria e ego, tudo misturado com microfone ligado.

Ele ainda descreve a virada de chave com uma pergunta que eu amei, porque é quase terapia em voz alta. Ele fala desse passo para trás, depois de anos fazendo a coisa juntos, e o exercício de olhar e perguntar. Quem somos nós. O que é importante para nós. E a resposta, segundo ele, foi bem emocional, ele se vê como um irmão que precisa dos irmãos, e ao mesmo tempo quer ter liberdade para ser indivíduo.

Meu bem, isso aqui é roteiro de série cara. Você cresce com a banda, vive como marca, vira memória coletiva, e um dia percebe que precisa respirar fora do personagem para continuar existindo dentro dele. Eu vi e pensei, é por isso que tanta reunião de banda vira novela. Só que aqui tem o tempero extra de ser família.

E ainda tem o capítulo vida real, porque ele cita a família dele também. Nick fala da filha Malti, de 4 anos, com a esposa Priyanka Chopra Jonas. Aí você entende que o homem está com outras prioridades na mesa, outro ritmo, outra cabeça. Pai muda a vida, meu amor. Muda agenda, muda ego, muda tudo.

Enquanto isso, os Jonas Brothers seguem celebrando duas décadas juntos e em turnê grande. Ele menciona show em estádio, fala daquele mar de gente, da emoção de olhar um para o outro depois do show e pensar, como a gente chegou aqui. Essa parte é linda, porque é o tipo de sentimento que artista guarda e, de vez em quando, derrama para o público ver que tem carne, tem cansaço, tem gratidão.

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