Eu preciso começar esta matéria pedindo licença a Rafa Kalimann. Licença mesmo. Com educação, postura e noção do meu lugar. Porque Nattan chegou a Barretos e eu perdi completamente a minha.
O homem não foi à Festa do Peão. Ele se mudou para Barretos.
Nattan está acampado no evento ao lado da família, com Rafa Kalimann e a filha, e resolveu viver a experiência com tudo a que tem direito. Tem camping, barraca, festa, público, show e aquela disposição de quem aparentemente desconhece o conceito de cansaço.
E quando eu digo que ele está vivendo Barretos, não é força de expressão de colunista apaixonada. Nesta sexta-feira (21), Nattan ainda encaixou um bate-volta daqueles que fazem qualquer mortal pedir afastamento: deixou Barretos, foi até Colatina, no Espírito Santo, para fazer show, e depois voltou para Barretos.
Eu, do Cosme Velho, fico cansada só de acompanhar pelo celular.
E ele voltou para quê? Para hotel cinco estrelas, massagem e silêncio absoluto? Não, meu amor. Voltou para o camping.
É justamente aí que Nattan parece ter decidido transformar a Festa do Peão em uma espécie de quintal particular. O cantor tem circulado pelo evento, se divertido no meio do público e entrado no clima de quem não quer apenas subir ao palco, cantar e desaparecer dentro de uma van com vidro escuro.
Neste sábado (22), a maratona continua. Primeiro, ele participa de uma resenha no camping durante a tarde. Depois, segue para o compromisso principal da noite: o “Paredão do Nattan”, levando o forró para uma das maiores festas sertanejas do país.
É sertanejo, é forró, é barraca, é estrada, é família, é palco. Nattan está vivendo umas 48 horas dentro de cada 24.
E eu acompanho tudo daqui, absolutamente profissional, jornalística e imparcial.
Mentira.
Estou apaixonada.
Rafa Kalimann, pelo amor de Deus, não leve para o pessoal. É paixão de colunista. Daquelas que acabam assim que fecha a matéria.
Ou não.
Porque se Nattan aparecer armando aquela barraca sem camisa, eu não respondo mais editorialmente pelos meus atos.