Não foi apenas uma ida à missa. Foi um movimento calculado, simbólico e cheio de leitura de bastidor. Naomi Campbell, a top model mais influente da história da moda, apareceu na missa de Natal da Basílica de Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto, cercada por empresários, nomes ligados à moda, à cultura e ao poder local.
E, claro, nada ali foi por acaso.
Naomi esteve acompanhada do prefeito Angelo Oswaldo, da estilista Erika Mares Guia, do empresário Jean Pierre Conte e de figuras ligadas ao circuito cultural e patrimonial da cidade. Um grupo que não se forma aleatoriamente, ainda mais em uma das datas mais simbólicas do calendário cristão.

Ao lado de Erika, está Vasco Litchfield, ligado a um casarão histórico na cidade, citado como pertencente à família dele.
O recado foi claro, ainda que dito em silêncio. Ouro Preto voltou ao radar internacional. Não só como cartão-postal histórico, mas como destino sofisticado, espiritual e estrategicamente posicionado para o turismo de alto padrão.
A presença da modelo, que mantém uma relação antiga com o Brasil, reacende discussões importantes. O país como espaço de soft power. Minas como polo de charme discreto. A fé como elemento de conexão cultural. E o patrimônio histórico como ativo econômico e simbólico.
Enquanto muita gente viu apenas uma celebridade na igreja, quem entende de bastidor enxergou outra coisa. Um reposicionamento silencioso. Um aceno ao turismo internacional. Uma leitura de Brasil que vai além do óbvio.
Naomi não foi à missa por acaso.
E Ouro Preto, definitivamente, não entrou nessa cena à toa.