Laura Fernandez reagiu às críticas recebidas depois de falar sobre compulsão por aplicativos de relacionamento e sobre ter bebido de forma consciente após dois meses. A atriz e modelo, ex-nora de Preta Gil, afirmou que suas declarações foram distorcidas e negou ter alcoolismo ou ninfomania.
Eu já estava no fim do jantar na Taberna da Rua das Flores quando li o desabafo. E fiquei ali, com o guardanapo no colo, pensando como a internet adora pegar uma pessoa tentando falar de limite e transformar isso num diagnóstico que ela nunca recebeu. “Eu não sei se vocês sabem, mas eu não sou nem ninfomaníaca, e eu também não sou alcoólatra”, declarou Laura. Ela criticou páginas que passaram a resumir sua vida por rótulos, depois de reproduzirem uma foto dela com a filha e Preta Gil ao falar de um suposto “ciclo difícil” com álcool.

A modelo disse que vem tentando se abrir de maneira clara nas redes sociais, mas recebeu uma onda de ataques que classificou como agressiva. “Acho que nunca me abri tanto, e nunca tive esse tipo de atenção e esse hate tão agressivo”, afirmou.
Eu levantei da mesa e pensei que falar sobre comportamentos, desejos, exageros e limites exige coragem. Mas quem está do outro lado precisa ter responsabilidade para não brincar de especialista com a vida alheia, principalmente quando os assuntos envolvem saúde mental e dependência.
Laura explicou que gosta de beber, mas que passou a refletir sobre a relação com o álcool. “Eu adoro beber, não deixarei de beber, mas bebo de forma consciente”, disse, reforçando que não tem propriedade para falar sobre alcoolismo, que reconhece como uma doença séria.

Ela também comentou sobre a preocupação com a filha, Sol de Maria, e o tipo de ambiente digital que a menina encontrará no futuro. Laura afirmou que se assusta com a facilidade com que pessoas pegam uma fala, arrancam o contexto e usam a internet para atacar.
A influenciadora garantiu que não pretende parar de compartilhar seus processos pessoais. “Vou continuar falando”, declarou. E está certa: uma pessoa pode contar a própria experiência sem ser obrigada a aceitar que desconhecidos coloquem nela uma etiqueta que não lhe pertence.
Eu entrei no carro de volta para o apartamento no Chiado com essa frase na cabeça. Desabafo não é autorização para diagnóstico, e sinceridade não deveria virar material para linchamento digital.