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Kátia Flávia
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“Não sabia o que dizia”: Tico Santa Cruz se arrepende após se declarar de sexualidade fluida

Vocalista do Detonautas afirmou que não compreendia o conceito quando fez a declaração, em 2021, e falou sobre os danos das redes sociais em sua vida

Kátia Flávia

30/07/2026 13h30

Tico Santa Cruz afirmou que não entendia o conceito de sexualidade fluida quando falou sobre o tema em 2021

Tico Santa Cruz afirmou que não entendia o conceito de sexualidade fluida quando falou sobre o tema em 2021

Tico Santa Cruz afirmou que se equivocou ao declarar, em 2021, que sua sexualidade era “fluida e livre”. Em entrevista ao “Sem Censura”, da TV Brasil, o vocalista do Detonautas disse que não entendia exatamente o conceito que estava usando e que a repercussão o fez rever a forma como aborda determinados temas.

Eu tinha terminado o café cortado e as amêndoas tostadas na varanda do Cappuccino Grand Café, chamado um táxi para a praia de Talamanca e estava escolhendo um lugar na areia para caminhar quando vi o corte. Porque a internet adora eternizar uma frase, mas raramente sabe lidar quando alguém admite: “Eu não sabia do que estava falando”.

“Quando falei sobre isso, não sabia sobre o que estava falando exatamente. A coisa tomou uma proporção absurda, né? Eu mesmo aprendi, obviamente, a tomar mais cuidado com os temas que abordo”, declarou o cantor.

Tico não disse que a sexualidade fluida não exista nem tentou invalidar vivências alheias. O que ele reconheceu foi algo mais simples e necessário: usou um termo público e sensível sem conhecer suficientemente seu significado, e depois precisou encarar o tamanho da repercussão.

Na entrevista, o músico também relacionou aquele período ao uso excessivo das redes sociais e às brigas políticas virtuais. Ele contou que procurou psicanálise e recebeu da terapeuta uma pergunta direta: “O que você pode fazer para mudar, para sair desse lugar que você está?”

A resposta foi deletar perfis. Tico disse que saiu do Twitter, atual X, e do Facebook no mesmo dia, por considerar as plataformas tóxicas. Ao explicar a sensação de dependência e conflito que vivia, usou uma comparação pessoal: chamou o Twitter de “crack da internet”, com uma dopamina que, para ele, era “pior do que a cocaína”.

Já na areia de Talamanca, tirei as sandálias e guardei o celular por alguns minutos. Tico errou ao falar de um assunto que não dominava, reconheceu isso e contou o que fez para sair da espiral de conflito. Num mundo em que todo mundo dobra a aposta, admitir limite talvez seja a parte mais rara da história.

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