Destaque da escola, Ana Paula Diniz aposta em azul, cristais e dourado para defender espiritualidade, natureza e protagonismo feminino na avenida.
Eu amo uma musa que chega no Sambódromo com cara de personagem principal e ainda entrega conceito, porque fantasia vazia eu deixo para o camarote que só sabe gritar o próprio nome. Hoje, Ana Paula Diniz, mentora e destaque da Rosas de Ouro, entra no Anhembi com um título digno de novela mística premium. Sacerdotisa de Atlântida.

O figurino vem colado numa ideia bem definida. Atlântida aparece como símbolo de equilíbrio, ligação com a natureza e conhecimento ancestral, com aquela provocação de que humanidade e tecnologia podem existir com responsabilidade. Ana Paula desfila à frente de um carro que remete à civilização, mas com leitura de memória, não de desastre.
O look aposta no azul turquesa e no índigo, com a intenção clara de puxar a narrativa para o universo das águas, da intuição e da profundidade espiritual. Entram cristais, entram elementos dourados, tudo para sustentar a mensagem de sabedoria e consciência. O brilho está ali, claro, porque Carnaval sem brilho vira reunião de condomínio, mas a musa insiste que o foco é o significado do visual.

Na fala dela, a fantasia conversa com o trabalho que desenvolve como mentora. Vem o recado de protagonismo feminino, força com autocontrole, poder com responsabilidade, com a água como símbolo de quem segue firme sem precisar atropelar ninguém para aparecer.
Para aguentar a avenida, o figurino passou por ajustes estruturais pensando em movimento, leitura visual e conforto, mantendo o conceito original. Porque uma coisa é a foto no estúdio, outra é sustentar a personagem com bateria no ouvido e arquibancada julgando até a respiração.
Se a Rosas de Ouro gosta de impacto, Ana Paula chega com impacto e roteiro. A Sacerdotisa de Atlântida promete ser daquelas imagens que ficam na cabeça do público, e isso, minha gente, vale mais do que mil brilhos aleatórios.