Eu saía da manicure, ainda com o esmalte fresco, indo para a drenagem, quando o telefone tocou. Era uma amiga de Salvador, voz pesada, sem preâmbulo: “Kátia, o Kinho morreu.” Parei no meio da calçada.
Marcos Santos Neves, o Kinho do Rodo, tinha 210 mil seguidores nas redes e era a alma do grupo O Rodo da Bahia. Pagodeiro de raiz, com presença de palco e uma carreira construída no afeto do público baiano. Na madrugada de hoje, estava sentado no sofá da casa de um amigo quando sentiu uma dor no peito. Não resistiu.
A assessoria confirmou o falecimento por volta da 1h30 e foi direta em dizer que existem especulações de infarto, mas que o laudo do IML ainda vai trazer a causa oficial. Essa espera dói em dobro pra família, pra banda, pra quem estava junto.
Kinho tinha o tipo de trajetória que o pagode baiano sabe construir com consistência: sem holofote nacional, com fã base fiel, show marcado, vida dedicada à música. Esse é o luto que a Bahia acorda sentindo hoje.
Meus sentimentos à família, aos músicos do Rodo e a todos que cresceram ouvindo esse homem cantar.