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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Morre Erlan Bastos, jornalista do Piauí, e o jornalismo amanhece em silêncio

Internado há cerca de 15 dias, Erlan Bastos passou pela UTI, foi intubado, enfrentou um quadro grave e morreu antes de realizar um exame decisivo.

Kátia Flávia

17/01/2026 10h02

A morte de Erlan Bastos, na madrugada deste sábado, caiu como um soco no estômago do jornalismo e transformou redações em silêncio absoluto.

A morte de Erlan Bastos, na madrugada deste sábado, caiu como um apagão emocional no jornalismo. Não foi só surpresa. Foi perplexidade. Daquelas que deixam redações mudas, celulares parados e uma sensação incômoda de que algo muito errado aconteceu cedo demais.

Novas informações revelam que Erlan estava internado há aproximadamente 15 dias, inicialmente no Amapá, onde deu entrada com um quadro grave. O primeiro diagnóstico apontado pelos médicos foi de tuberculose, que teria evoluído e atingido o estômago. O estado de saúde se agravou rapidamente.

Durante a internação, Erlan foi levado à UTI, precisou ser intubado e apresentava água no pulmão. Os médicos trabalhavam com a possibilidade de um câncer, diagnóstico que ainda estava em investigação. Ele realizaria uma colonoscopia, exame decisivo para confirmação do quadro, mas não houve tempo.

Somente na quarta-feira, Erlan foi transferido para Teresina, já em estado crítico. Durante todo esse período, não pôde receber visitas de absolutamente ninguém. O isolamento foi total. Amigos, colegas e familiares acompanharam tudo à distância, sem notícias claras, sem contato, sem despedida.

Natural de Manaus, Erlan escolheu o Piauí como casa, trabalho e palco principal de sua trajetória. Foi ali que se consolidou como uma das vozes mais conhecidas do jornalismo local, com forte atuação no entretenimento, nos bastidores e no debate público. Tinha faro, tinha ritmo e tinha presença. Não passava despercebido.

Com grande alcance nas redes sociais e passagens por importantes grupos de comunicação, transformou pautas regionais em assuntos de repercussão ampla. O reconhecimento veio também de forma institucional, com a concessão do título de cidadão piauiense, reflexo de uma relação que já era afetiva e profissional.

A notícia da morte provocou uma comoção imediata. Colegas de imprensa, artistas, seguidores e amigos reagiram com incredulidade. As mensagens que tomaram as redes sociais não falavam só de carreira. Falavam de ausência, de choque e de uma pergunta que ninguém consegue responder. Como assim?

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