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Kátia Flávia
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“Minha mãe levou um tapa da patroa”: Lázaro Ramos expõe violência e revolta o Brasil

Em desabafo emocionante no Globo Repórter, ator relembra agressão sofrida pela mãe, humilhações no trabalho doméstico e o gesto de reparação que virou símbolo de dignidade.

Kátia Flávia

30/11/2025 9h30

Em desabafo emocionante no Globo Repórter, ator relembra agressão sofrida pela mãe, humilhações no trabalho doméstico e o gesto de reparação que virou símbolo de dignidade.

Minha gente… SEGURA A CADEIRA, porque o relato que Lázaro Ramos acabou de trazer ao Globo Repórter não é simples memória: é denúncia histórica, é tapa na cara da sociedade brasileira e um tapa REAL, VIOLENTO, COVARDE que a mãe dele, Dona Célia, levou da própria empregadora.

Sim, você leu certo: a patroa bateu na mãe do Lázaro.
E o menino viu.
Um crime, uma humilhação, uma violência mascarada de “rotina de trabalho” que deveria deixar todo o país em estado de revolta absoluta.

Eu TRÊMULA DE INDIGNAÇÃO, num nível que nem Swarovski aguenta.

Lázaro contou que Dona Célia trabalhava de domingo a domingo, sem folga, sem descanso, sem direito a nada. Quando ele visitava o local, era trancado num quartinho, como se fosse objeto que “atrapalhasse”.

E para completar o retrato da crueldade:
A mãe dele não podia comer carne. Só ovo.
Como se dignidade tivesse cardápio proibido.

Mas o momento que destroça o coração e acende a fúria ,foi este:

“Eu vi minha mãe tomar um tapa da empregadora. E ela entrou no quarto, olhou pra mim e sorriu.”

Lázaro Ramos fez um relato impactante sobre a mãe, Célia Maria Ramos, que trabalhava como doméstica, sofrendo humilhações e até agressões físicas: “Vi minha mãe tomar um tapa da empregadora dela. O que é mais simbólico pra mim, é que assim que ela acabou de tomar o tapa, ela entrou no quarto e me deu um sorriso. Essa mulher estava sempre querendo que eu voasse, não queria que eu estacionasse num lugar de sofrimento e dor”

Um sorriso para proteger o filho.
Um sorriso proibido de dor.
Um sorriso que só mulheres negras, exploradas por séculos, aprenderam a usar como armadura.

Anos depois, já gigante, estrela, respeitado, Lázaro volta àquele endereço e COMPRA o apartamento onde a mãe sofreu tudo isso.

E quando percebe o peso simbólico, faz o gesto que muda tudo:

DOA o imóvel para uma instituição que acolhe vítimas de trabalho análogo à escravidão.

Isso é reparação.
Isso é grandeza.
Isso é cicatriz transformada em futuro.

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