Gente, para tudo. Último dia de Ibiza, uma da tarde aqui, e eu de óculos escuro dentro do restaurante porque o sol dessa ilha cobra caro pela noite anterior. Mal pedi água com gás e o telefone começou a apitar do Brasil: a Milena Lages resolveu falar da Ana Paula Renault. E falou bonito.
A ex-recreadora contou que a relação das duas se encerrou de forma natural, culpa de agenda intensa e falta de presença, e que isso criou um abismo difícil de reverter. Aí veio a frase que vai render camiseta: o grupo Eternos “não era tão eterno assim”. E fechou dizendo que a decisão não partiu dela, o que em fofoca é a jogada mais elegante que existe, empurra a conta pro outro lado sem precisar dizer o nome de quem sumiu.
Ela cravou que não houve briga, que cada uma seguiu seu caminho e que a expectativa gigante era dela mesma, criada dentro da casa. Também explicou o tamanho do degrau: Ana Paula está num patamar de carreira, ela está começando. É a matemática cruel do reality, no confinamento todo mundo tem o mesmo salário e a mesma cama, do lado de fora uma tem cachê e a outra tem currículo, e amizade forjada em quarto compartilhado raramente sobrevive a agendas que não se cruzam mais.
O mesmo esfriamento aconteceu com Juliano Floss. Com a Samira Sagr foi o contrário, elas reataram depois do programa, e Milena explicou o porquê sem filtro: as duas foram as únicas que se mudaram para São Paulo, vieram de cidade pequena e de realidade difícil, então se entendem. Repare na conta que fecha sozinha, quem ficou é quem tem a mesma rotina e o mesmo CEP.
A mineira de Teófilo Otoni agora mora na capital paulista e já montou o plano: estudar atuação, tirar o registro de atriz, talvez jornalismo depois, e abrir canal no YouTube com quadro batizado de “As primeiras vezes da tia Milena”. Diz que recebe mais de duas mil mensagens por dia. Saiu da casa quase sem amigo e chegou aqui fora com modelo de negócio pronto. Respeito.