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Kátia Flávia
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Metropolitano Cabernet Sauvignon é eleito o melhor custo-benefício do ano

O Guia dos Vinhos 2025 elegeu o Metropolitano Cabernet Sauvignon 2023, do Grupo Wine, como principal destaque em custo-benefício entre os tintos de até R$ 75. O rótulo chileno recebeu 93 pontos em degustação às cegas e reforçou o avanço da linha Metropolitano no mercado brasileiro.

Kátia Flávia

12/03/2026 15h00

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O Metropolitano Cabernet Sauvignon 2023, do Grupo Wine, foi eleito pelo Guia dos Vinhos 2025 como o melhor custo-benefício entre os tintos de até R$ 75.(Foto: Rhafaela Lima e Izabelly Custódio)

Meus fofoqueiros de elite, eu tive que parar o que estava fazendo porque o mundo do vinho resolveu entregar uma notícia que o brasileiro entende na veia, no bolso e na taça. O Metropolitano Cabernet Sauvignon 2023, do Grupo Wine, foi eleito pelo Guia dos Vinhos 2025 como o melhor custo-benefício entre os tintos de até R$ 75, com 93 pontos numa degustação às cegas. Eu adoro esse tipo de reconhecimento porque ele tira o rótulo da passarela e joga o líquido no tribunal da vida real. Ali, meu amor, a uva fala sozinha.

A avaliação foi conduzida por nomes da crítica especializada, como Suzana Barelli, Marcel Miwa, Beto Gerosa e Ricardo Cesar, e destacou no vinho notas de framboesafrutas vermelhas maduras, um toque de pimenta e perfil levemente defumado. Traduzindo para o português da sexta-feira à noite, é aquele tinto que quer agradar sem bancar o esnobe de adega climatizada. Tem perfil acessível, conversa fácil e um repertório sensorial que ajuda a explicar por que o rótulo conseguiu chamar atenção numa faixa de preço que vive lotada de promessa vazia.

Eu li o comunicado com aquela minha mistura clássica de ceticismo e curiosidade, porque release de vinho, vamos combinar, às vezes parece concurso de adjetivo com final em carvalho. Só que aqui o dado principal é forte. O reconhecimento veio num guia respeitado, com degustação às cegas, e isso pesa. Sem maquiagem, sem pose de sommelier performático, sem aquele teatro de gente que gira a taça como se estivesse invocando um espírito francês. O vinho foi provado e aprovado.

Segundo Cibele Siqueira, embaixadora de marcas autorais do Grupo Wine, a linha Metropolitano nasceu com a proposta de entregar qualidade com preço acessível. O comunicado informa que, desde o lançamento, a linha já ultrapassou 1,2 milhão de garrafas vendidas e registrou crescimento de 21% no faturamento em 2025. Eu confesso que nessa hora já senti o perfume do sucesso comercial chegando antes mesmo da segunda taça. Porque prêmio é ótimo, claro, mas prêmio com giro de mercado vira outro tipo de conversa. Aí a coisa sai do romantismo do terroir e entra no pragmatismo sedutor do negócio bem feito.

A linha Metropolitano foi concebida a partir do mapeamento do perfil sensorial do consumidor brasileiro, com apoio de um banco de dados de avaliações. O objetivo, segundo a empresa, foi equilibrar o rigor técnico da vinificação chilena com uma política de preços acessíveis, com valores sugeridos a partir de R$ 49,90. Eu acho curioso e até divertido ver como o vinho, esse personagem que durante anos adorou posar de aristocrata inacessível, agora precisa ouvir planilha, comportamento de consumo e desejo de público. A taça continua elegante, mas o algoritmo sentou à mesa.

Produzida com uvas do Vale Central chileno, a linha Metropolitano reúne quatro rótulos e vem acumulando presença em premiações internacionais. O próprio Metropolitano Cabernet Sauvignon já soma menção honrosa no IWC e medalha de prata no International Wine & Spirits Awards. O Metropolitano Chardonnay levou medalha de ouro no IWSA, prata no CINVE e bronze no IWC 2025. O Metropolitano Red Blend recebeu prata no International Wine & Spirits Awards 2024, na Espanha, e bronze no IWC 2025. Já o Metropolitano Carménère também apareceu com prata no IWSA em sua safra 2023. Ou seja, meu bem, a empresa não está vendendo um acerto isolado. Está tentando construir uma linhagem de rótulos premiados com discurso de democratização.

E é aí que mora o charme dessa história. O Grupo Wine pega um produto de apelo aspiracional, embala com chancela técnica, sustenta com números de venda e entrega ao consumidor a fantasia possível de beber bem sem precisar vender um rim nem fazer TED para Bordeaux. Eu, que sou uma mulher profundamente comovida por qualquer encontro entre prazer e inteligência comercial, reconheço aqui uma operação bem amarrada.

Claro que o mercado de vinhos adora uma boa encenação. Sempre tem alguém querendo transformar gole em tese de doutorado e tanino em jornada espiritual. Eu mesma, se me deixarem, viro cronista barroca da taça em dez minutos. Mas essa notícia funciona porque fala com um desejo simples e poderosíssimo do público. Encontrar um vinho elogiado pela crítica, premiado e com preço que cabe na vida real. Parece pouco. No varejo, é ouro líquido.

Saí dessa leitura com uma conclusão muito clara e uma vontade bastante objetiva de abrir uma garrafa. O Metropolitano Cabernet Sauvignon 2023 ganhou o posto de melhor custo-benefício do ano porque conseguiu acertar um ponto que muita marca persegue e pouca alcança. Ser bom, ser acessível e ainda sair da prova com medalha no peito. Numa época em que tanta coisa cara decepciona, ver um vinho de até R$ 75 virar protagonista tem algo de justiça poética com ressaca boa no dia seguinte.

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