Lusimar Augustinho da Silva, conhecida nas redes sociais como a “menina do Ministério Etrom”, foi presa na tarde de quinta-feira (13) após proferir ofensas racistas contra funcionários de um hotel na Asa Norte, no Distrito Federal.
Eu ainda estava na mesa do almoço, tentando entender como uma conversa sobre sobremesa virou debate sobre Carnaval, quando recebi o vídeo. E, meus amores, ali não tinha meme que sustentasse a cena. A mulher que viralizou como personagem de internet agora apareceu em caso de polícia, acusada de ofender racialmente trabalhadores que só estavam fazendo o próprio serviço.

Segundo testemunhas, Lusimar teria gravado um vídeo com as ofensas contra os funcionários do estabelecimento e, em seguida, publicado as imagens nas redes sociais. A situação terminou com a chegada da Polícia Militar do Distrito Federal.
Ainda de acordo com os relatos, essa não teria sido a primeira ocorrência envolvendo a mulher no hotel. No dia anterior, ela também teria gravado vídeos durante uma situação semelhante.

E aqui eu baixei o celular na mesa, porque tem coisa que a internet tenta transformar em folclore até o momento em que a realidade cobra a conta. Bordão viral, jeito excêntrico, figura conhecida em rede social, tudo isso pode até render corte. Racismo, não. Racismo é crime.
Lusimar e os demais envolvidos foram conduzidos à 5ª Delegacia de Polícia, na Área Central de Brasília, onde foram tomadas as providências cabíveis. O caso foi registrado após a mobilização da PMDF no local.
Enquanto minhas amigas tentavam retomar a conversa do almoço, eu fiquei pensando em como a internet adora fabricar personagens e depois se assusta quando a personagem atravessa a tela e vira boletim de ocorrência. A “menina do Ministério Etrom” saiu do meme para a delegacia. E dessa vez não tem bordão que alivie.