Estava aqui em Milão finalizando uns compromissos, numa tarde de vento e café amargo, quando a notícia chegou com força. MC Poze do Rodo teve a casa no Recreio dos Bandeirantes invadida por ao menos oito homens armados com fuzis e pistolas, todos encapuzados, na madrugada desta terça, por volta das 2h30.
Das seis pessoas que estavam no imóvel, somente o cantor foi amarrado e agredido com socos e chutes na cabeça e nas costelas. Os próprios bandidos filmaram o espancamento com um celular.
O bando entrou pelos fundos da residência, escalou o muro com escada preparada e virou as câmeras de segurança do quintal para cima antes de agir. Ainda quebraram o celular que controlava o equipamento. Ficaram no imóvel por pouco mais de 20 minutos e fugiram levando joias. O delegado Alan Luxardo, da 42ª DP do Recreio, confirmou que nenhuma hipótese está descartada, incluindo vingança, e deixou claro que os criminosos sabiam exatamente onde pisavam.
As redes explodiram assim que a notícia vazou. O perfil de Poze travou, os comentários invadiram posts mais antigos e a internet entrou em modo de análise forense amadora, cada um com sua teoria sobre quem mandou e por quê. O vídeo gravado pelos próprios bandidos é o que mais circula e o que mais intriga: especialistas em segurança já apontaram que filmar a surra tem cara de recado endereçado a alguém específico, e esse alguém provavelmente não está no Recreio dos Bandeirantes.
O que chama a atenção aqui é a precisão da operação. Gente que sabe onde ficam as câmeras, que sobe muro com escada já preparada e some em 20 minutos tem informação privilegiada sobre a rotina do alvo. A polícia não descarta vingança, e o histórico recente de Poze, que saiu da cadeia nesta mesma terça, adiciona uma camada de leitura que nenhum investigador vai ignorar.
Oito homens armados, 20 minutos de ação, um vídeo gravado e joias levadas. Isso tem mais produção do que muito clipe de funk no mercado hoje.