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Kátia Flávia
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MC Danilo Boladão morre aos 47 e funk da Baixada perde voz histórica

O cantor Danilo Mariano Leão Laureano, conhecido como MC Danilo Boladão, morreu na madrugada desta quarta-feira, em Santos, após sofrer três paradas cardíacas, segundo relato da família. Nome importante do funk da Baixada Santista, ele deixa esposa, filha e neto.

Kátia Flávia

11/03/2026 14h18

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Funkeiro sofreu três paradas cardiorrespiratórias após um infarto na madrugada desta terça-feira (11). (Foto: Reprodução/ A Tribuna)

A morte de MC Danilo Boladão, aos 47 anos, deixa um vazio que vai muito além da manchete. O funk da Baixada Santista perdeu um nome que ajudou a dar rosto, som e identidade a uma cena inteira. 

Danilo Mariano Leão Laureano morreu na madrugada desta quarta-feira, 11 de março, em Santos. Ao g1, a viúva Thays Kolben contou que ele acordou por volta das 3h passando mal e com falta de ar. Levado à UPA da Zona Leste, sofreu três paradas cardíacas e não resistiu, morrendo por volta das 4h40. 

A família relatou ainda que a equipe da unidade suspeitou de uma trombose, com possibilidade de o coágulo ter chegado ao coração, mas a causa definitiva dependeria de apuração médica. A viúva afirmou que a morte foi repentina e disse que ele vinha se recuperando de uma infecção, com exames recentes considerados normais. 

Existe outro pedaço dessa história que pesa ainda mais, meu bem, porque ele fala de luta. MC Danilo Boladão convivia com complicações da diabetes desde 2006 e, ao longo dos anos, passou por amputações nos membros inferiores. Ainda assim, seguia ativo, presente e identificado com uma trajetória que o transformou em referência regional. 

Na Baixada Santista, Danilo era tratado como patrimônio afetivo do funk. Ao lado de Fabinho, ajudou a consolidar o gênero no litoral paulista e marcou gerações em bailes de Santos e São Vicente. Reportagens locais lembram a força da dupla e o papel do artista na expansão do funk como movimento de massa na região. 

Eu acho importante dizer isso sem firula, porque às vezes o noticiário corre tanto para a causa da morte que esquece da vida que veio antes. E a vida de Danilo, pelo que se vê na reação de quem acompanhou sua caminhada, foi de impacto real na cultura popular da Baixada. Não era só um nome de palco. Era memória de pista, de baile, de bairro e de pertencimento. Essa é a parte que fica. 

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