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Kátia Flávia
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Mayara Lima vira fenômeno no Carnaval 2026 com samba milimétrico

Rainha da Paraíso do Tuiuti, ela saiu da passarela do morro direto para o algoritmo. O corpo virou instrumento e a SuperSom ganhou tradução humana na Sapucaí.

Kátia Flávia

18/02/2026 14h52

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Rainha da Paraíso do Tuiuti conquista público e jurados com sincronização rara com a bateria.

Amores, eu preciso confessar uma coisa. Eu amo um fenômeno que nasce no chão da escola e explode na internet sem pedir licença. Mayara Lima fez exatamente isso e virou o nome mais comentado do Carnaval 2026. Não foi por figurino extravagante, nem por polêmica fabricada. Foi por precisão. Samba com régua, compasso e alma.

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Mayara Lima transforma técnica em viral no Carnaval

Cria do Morro do Tuiuti e da ala de passistas da Paraíso do Tuiuti, Mayara construiu o caminho passo a passo. Passista, musa, princesa de bateria, até assumir o posto máximo à frente da SuperSom. Sempre com um carimbo que ninguém discute, pertencimento real. Ela não representa a comunidade. Ela é a comunidade sambando na primeira fila da Avenida.

O ponto de virada veio em 2022, num ensaio técnico aparentemente comum, Setor 11, celular erguido, vídeo curto. O samba dela encaixava com as paradinhas da bateria de um jeito quase assustador. Parava junto, retomava junto, quebrava no mesmo milésimo de segundo. O vídeo rodou perfis de celebridades, páginas de entretenimento e virou combustível para um novo tipo de rainha. A rainha sincronizada.

Na Sapucaí, Mayara não acompanha a SuperSom. Ela traduz a SuperSom. Cada ataque do repique vira giro, cada virada de surdo desce pelo quadril, cada parada congela o corpo como se alguém tivesse apertado pause. O público entende na hora. Os jurados também. Não é coreografia ensaiada, é escuta corporal em estado avançado.

Em 2026, a fantasia entrou no mesmo jogo. Dourada, virilha ultracavada, costeiro leve, desenhada para liberar movimento. Nada de cadeirinha tradicional. Mayara preferiu uma estrutura adaptada nas costas para garantir mobilidade total. Figurino a serviço do samba, não o contrário. Preparação física, treino e consciência de cena viraram parte do espetáculo.

O impacto foi imediato. Cada aparição dela gerava vídeo, cada vídeo virava milhão de views, cada milhão puxava mais atenção para a bateria da Tuiuti. A SuperSom virou uma das mais comentadas do Carnaval, com paradinhas altamente compartilháveis sem perder rigor técnico. O chão da comunidade encontrou o algoritmo e ninguém saiu diminuído nessa história.

Eu observo tudo com olhar treinado e digo sem medo. Mayara Lima redefiniu o que significa comandar uma bateria em tempos de viral. Ela não samba para a câmera, a câmera corre atrás dela. E quando isso acontece, minha gente, não é tendência passageira. É assinatura.

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