Eu estava preparada para o choro no estúdio, para o abraço protocolar e para o discurso de aprendizado. O que eu não esperava era a cidade inteira da Maxiane apertando o botão do réveillon fora de época. Sim, meus amores, a eliminação da moça do Big Brother Brasil 26 virou evento popular em Nazaré da Mata.
Assim que o nome de Maxiane apareceu no telão, o barulho que ecoou não veio da sala de estar. Veio do céu. Fogos de artifício, rojão, estouro seco de quem estava esperando esse momento como final de campeonato. A cena ganhou as redes depois que Bianka Nicoli revelou o bastidor e mostrou que a rejeição não ficou confinada ao sofá do público.
E aí entra o detalhe que me fez levar a mão ao peito. Uma moradora apareceu em vídeo rindo, debochando e soltando aquela frase que entra direto para o arquivo nacional do constrangimento coletivo. Disse que a Maxiane era tão amada que a cidade resolveu comemorar a saída dela. Eu juro que tentei achar ironia fina, mas o que encontrei foi ranço cru, sem filtro e sem legenda explicativa.

Dentro da casa, Maxiane saiu com discurso de quem acreditava ter sido compreendida. Fora dela, a narrativa era outra. A cidade transformou a eliminação num ato público, quase um manifesto sonoro. Não foi linchamento virtual, foi linchamento com pólvora emocional. Tudo registrado, tudo compartilhado, tudo com aquele sorriso que mistura alívio e deboche.
Esse episódio escancara um fenômeno que o BBB adora fingir que não vê. A rejeição regionalizada. Quando a vila comenta, a cidade responde, o estado repercute e o país assiste. Maxiane não saiu apenas do jogo, saiu com trilha sonora de fogos e um constrangimento que vai acompanhar a personagem por um bom tempo.
Eu já vi participante sair odiada, esquecida ou idolatrada. Agora, sair com queima de fogos da própria terra natal é upgrade dramático que só o BBB entrega. E entrega sem pedir desculpa.