Ainda estou de café na cama, o que já diz muito sobre o estado em que me encontro. Desde ontem à tarde, quando essa história de Matheus Aleixo explodiu nas redes, não consegui largar o celular nem para calçar um chinelo. Fiquei ali, encostada no travesseiro, relendo as declarações dele com aquela expressão que a gente faz quando algo é grande demais para processar de pé.
Na sexta-feira (8), o sertanejo Matheus Aleixo, da dupla com Kauan, publicou um vídeo longo nas redes sociais e admitiu traições à ex-mulher Paula Aires. Ele disse que buscou a ex antes que a mídia tomasse conta da história, confessou erros que chamou de “fases em que realmente errei muito” e atribuiu parte do deslize à rotina pesada da estrada, às tentações, às amizades que não eram o que pareciam.
O casamento dos dois sempre teve aquele verniz de casal evangélico bonito do sertanejo, fé em primeiro lugar, família acima de tudo. Matheus chegou a dizer, no vídeo, que se afastou da própria fé em alguns momentos, que havia chegado em casa sem conseguir se olhar no espelho de vergonha. Palavras duras, ditas com uma compostura que, convenhamos, só funciona quando a pessoa sabe que a narrativa já escapou do controle.
Paula Aires, que se manifestou antes, na terça-feira (5), escolheu o silêncio elegante: agradeceu o apoio nos stories, disse que estava tudo esclarecido e foi postar uma foto ajoelhada na Igreja Matriz de Campinas com uma legenda sobre fé e vitória. Enquanto ele subia um vídeo de confissão quase cinematográfico, ela estava de joelhos num banco de igreja com a dignidade intacta, o que, nesse script todo, já é a resposta mais arrasadora possível.
Paula não precisou dizer uma palavra sobre traição para ganhar essa rodada, e isso, minha gente, é um nível de comunicação que nenhum assessor compra. Matheus foi honesto, sim, mas honestidade que chega tarde demais funciona mais como alívio de consciência do que como gesto nobre, e a Internet, que não perdoa nem esquece, já tirou a conta.